Após fiscalizações realizadas pela Vigilância Sanitária nos chafarizes de Caicó, ficou determinado que os equipamentos não poderão mais fornecer tampinhas para os garrafões utilizados pelos consumidores. A partir de agora, cada usuário deverá providenciar a própria tampa para fechar o recipiente após o abastecimento.
Segundo uma fonte da Vigilância Sanitária ouvida pelo Blog do Marcos Dantas, a medida está relacionada à legislação sanitária que estabelece regras para o envase de água. De acordo com a explicação, somente as indústrias autorizadas podem envasar água e têm a obrigação de colocar a tampa e o lacre de proteção, com informações como validade e dados de controle do produto.
A fonte explicou que, nas indústrias, o garrafão passa por um processo de fechamento e vedação. Já nos chafarizes, a tampa era colocada manualmente pelo próprio consumidor, sem o mesmo sistema de lacre.
Além da questão das tampas, a fonte chamou atenção para outro problema considerado ainda mais importante: a higienização dos recipientes. Mesmo que a água esteja potável no momento da retirada, ela pode ser contaminada se for armazenada em um garrafão ou tambor sujo e sem a devida higienização.
“A água pode estar pura, está potável, está boa para o consumo, mas bota num tambor sujo, um tambor sem esterilização. E aí, essa água vai ficar limpa?”, questionou.
A fonte também citou os cuidados necessários com o transporte de água por carros-pipa. Segundo ela, os veículos precisam atender às exigências sanitárias e, quando não possuem tanque de aço inoxidável, devem utilizar revestimento adequado para o transporte de água destinada ao consumo humano.
O tema levanta uma discussão que vai além do fornecimento das tampinhas: envolve as condições do recipiente utilizado pelo consumidor, o armazenamento e o transporte da água até chegar às residências.
