Vacinação contra a pólio chega a 41,22% do público-alvo no RN; campanha termina sexta (30)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação de 2022 se encerra nesta sexta-feira (30), e o Rio Grande do Norte conta com apenas 41,22% do público-alvo vacinado contra a poliomielite, o que corresponde a 185.751 crianças. Segundo dados do RN + Vacina, até a manhã desta terça-feira (27), apenas 12 dos 167 municípios potiguares atingiram a meta de cobertura indicada, que é 95%.

Ainda faltam ser imunizadas no estado 109.184 crianças. Os três municípios com melhor percentual são Severiano Melo (165,41%), José da Penha (106,71%) e Monte das Gameleiras (105,93%). Já os que estão mais distantes da meta são Nova Cruz (22,88%), Natal (22,53%) e Maxaranguape (22,18%). A 6ª Região de Saúde, sediada em Pau dos Ferros, atingiu o melhor percentual de cobertura vacinal até agora (63,77%), enquanto a 7ª Região de Saúde (Região Metropolitana) se encontra com a cobertura mais baixa (25,83%).

Dessa forma, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) faz um apelo aos pais e responsáveis que levem as crianças com idade de 1 a menores de 5 anos para serem imunizadas contra a poliomielite, ressaltando que as crianças menores de 1 ano deverão ser imunizadas conforme a situação vacinal para o esquema primário. Além disso, a campanha busca aumentar as coberturas vacinais de crianças e adolescentes menores de 15 anos, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.

Com o objetivo de avançar no percentual de vacinação contra a poliomielite no RN, a Sesap reuniu-se com representantes das gestões municipais, responsáveis por executar a vacinação em seus territórios. Entre as medidas discutidas estão: o funcionamento dos postos em horários estendidos, ampliação dos locais de vacinação, levando para pontos estratégicos como escolas e creches, busca ativa de faltosos por meio das equipes da Estratégia Saúde da Família e agentes comunitários de saúde, parcerias com setores como escolas, igrejas, assistência social e sindicatos, vacinação nas comunidades rurais, comunidades tradicionais quilombolas, indígenas e ciganas e imunização da população em situação de rua, refugiados, migrantes, pessoas privadas de liberdade.