As autoridades japonesas informaram nesta sexta-feira (10) que foram registrados cortes de energia e cancelamentos de voos na província de Okinawa, à medida que se aproxima o “grande e muito forte” tufão Bavi.
O vice-porta-voz do governo, Masanao Ozaki, disse em conferência de imprensa, que houve cortes de energia em cerca de cinquenta residências, depois de terem sido emitidos alertas para ventos de furacão e ondas gigantes, embora, por enquanto, não tenham recebido informações sobre vítimas, danos em habitações ou cortes de água.
O Bavi deverá atingir a terra na madrugada deste sábado nas ilhas japonesas.
Ozaki apelou a uma “vigilância extrema” diante dos ventos fortes, deslizamentos de terra e inundações, ao mesmo tempo que confirmou que o governo está colaborando com as autoridades locais para implementar medidas preventivas, recolher informações sobre danos e realizar tarefas de resposta a emergências.
O Bavi, que avança com rajadas de vento superiores a 200 km/h, encontrava-se esta manhã a sul da província de Okinawa, no mar das Filipinas.
Este fenômeno, que é o nono tufão deste ano na terminologia japonesa, está classificado na categoria de “violento” devido aos seus ventos fortes.
Segundo a estação japonesa de televisão NHK, o tufão já obrigou ao cancelamento de mais de 270 voos, a maioria da companhia aérea All Nippon Airways (ANA), com origem ou destino no aeroporto de Naha, capital de Okinawa, o que se estima que afete 12.800 pessoas.
Além disso, há previsão de que as ilhas Sakishima sejam atingidas por ventos suficientemente fortes para provocar o colapso de algumas habitações, informou a NHK.
A tempestade tropical seguirá depois em direção a Taiwan e à China continental, de acordo com as previsões. Durante o dia de quinta-feira, as autoridades chinesas elevaram o nível de resposta de emergência diante do avanço do Bavi, enquanto as autoridades de Taiwan emitiram um alerta marítimo.
Os tufões são recorrentes no Japão, bem como nas Filipinas, no sudeste da China, e em Taiwan durante a época de verão e outono, quando as águas quentes do Oceano Pacífico favorecem a formação de ciclones que, por vezes, provocam danos significativos e perturbações nos transportes e nas atividades econômicas.
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Fonte: Agência Brasil