Implantado há um ano pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), o Plano de Logística Sustentável (PLS) já apresenta resultados concretos na redução de custos, no consumo consciente de recursos e na modernização da gestão pública. Elaborado pela Comissão Gestora do PLS, formada por praticamente todos os setores da Casa, o plano consolidou uma cultura institucional voltada à sustentabilidade e à eficiência administrativa.
Os indicadores mostram mudanças significativas de comportamento. Entre os exemplos, está o consumo de papel A4, que caiu 23,6%, passando de 139 para 106,2 resmas por mês, o que representa uma economia de cerca de 16,4 mil folhas mensalmente. O volume de impressões também diminuiu 18,1%, reflexo da adoção de ferramentas digitais como o Legis-Pad e o e-Legis.
Na gestão dos recursos hídricos, a redução do consumo de água chegou a 12,5%, enquanto o uso de copos descartáveis de 200 ml caiu 19,9%, evitando o descarte de aproximadamente 19,1 mil unidades plásticas por mês. A aquisição de 30 purificadores de água reforçará essa mudança de cultura e reduzirá a dependência de água envasada.
“Outra frente de destaque foi a racionalização dos estoques. Um levantamento baseado na Curva ABC revelou que apenas quatro itens concentram 32,6% do valor do almoxarifado, permitindo que a gestão concentrasse esforços justamente onde o potencial de economia é maior”, explica a vicecoordenadora da comissão gestora do PLS, Joana D`arc Rodrigues da Silva.
Na mobilidade, a ALRN ampliou em 24% o uso de etanol na frota oficial e iniciou um projeto-piloto com veículos elétricos. Já na gestão de resíduos, houve crescimento de 49,5% na destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos e aumento de 10,9% na reciclagem de papel.
Os resultados também alcançaram a área institucional. O Índice de Acompanhamento da Sustentabilidade na Administração (IASA) atingiu 1,75 – superando a meta prevista para o período e aproximando a Assembleia do objetivo de alcançar 2,2 até o fim de 2027.
Para a Comissão Gestora, os números demonstram que pequenas mudanças de hábito, somadas a investimentos estruturantes e ao envolvimento dos servidores, transformaram o PLS em uma ferramenta permanente de economia, inovação e responsabilidade socioambiental na gestão pública.