Para 66% dos natalenses, comércio deve reabrir

A maioria dos natalenses apoia a retomada das atividades econômicas, mesmo com a pandemia do novo coronavírus ainda fora de controle. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Exatus encomendada pelo Jornal Agora RN e pela Rádio Agora FM (97,9). Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados concorda com a reabertura do comércio na capital potiguar, mesmo que de forma gradual. Desde o dia 21 de março, como medida para evitar a proliferação do novo coronavírus, o Governo do Rio Grande do Norte proíbe o funcionamento de diversos segmentos econômicos. Desde então, por decreto, a gestão estadual só autoriza o funcionamento dos estabelecimentos considerados “essenciais”, como farmácias e supermercados.

Outros setores, como o de restaurantes, só podem abrir para delivery ou para que clientes façam retiradas. O atual decreto de isolamento social vale até esta terça-feira (30). Ele estabelece o fechamento do comércio enquanto a pandemia não for controlada. Apesar disso, o setor produtivo espera uma flexibilização das normas a partir de quarta-feira (1º). Entidades
empresariais afirmam que a situação atual pode levar ao colapso de vários setores, com demissões em massa e fechamento de empresas por falta de faturamento. Segundo a pesquisa Exatus/Agora RN/97 FM, 31,3% dos natalenses concordam com a reabertura do comércio e 34,7% “concordam parcialmente”. Outros 33% não concordam com a liberação das atividades econômicas e 1% não soube ou não quis responder à pesquisa. Apesar do apoio à reabertura do comércio, que pode estimular aglomerações, a maioria dos entrevistados concorda com a opinião de especialistas de que o isolamento social é a estratégia mais eficaz para conter o avanço da Covid-19.

De acordo com o Instituto Exatus, 69,8% concordam integralmente com a estratégia e 19,6% concordam parcialmente. 10% disseram discordar e 0,6% não soube ou não quis responder.
O levantamento Exatus/Agora RN/97 FM ouviu 1 mil pessoas em Natal entre os dias 19 e 21 de junho. A pesquisa tem margem de erro de 3,1% para mais ou menos. O intervalo de confiança é de 95%.