Padre Fabiano: “nós conseguimos o Título de Basílica para a Igreja de Acari, graças a Dom Eugênio”

“Sentimento de dever cumprido”. Foi dessa forma que o Padre Fabiano Dantas à frente da Paróquia de Acari resumiu toda a luta pelo reconhecimento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia em Basílica Menor.

Na entrevista concedida ao Panorama 95 desta sexta (26) Padre Fabiano agradeceu o empenho de todos da Diocese de Caicó, a começar pelo Bispo Dom Antônio Carlos, dos paroquianos de Acari e dos filhos da terra Dom Eugênio Sales (já falecido) e Padre Flávio Medeiros que há anos mora no Vaticano.

“Padre Flávio teve uma importância capital porque em Roma ele tem acesos aos dicastérios, a Congregação para o Culto Divino é uma pessoa que tem uma gama de relacionamentos imensos no Vaticano. Então pra nós é muito importante que a documentação seja entregue em mãos. Você imagina o que é você mandar pelo Correios uma documentação, e outra é ter alguém lá que interceda por nós, que entrega em mãos e conhece as pessoas”.

Outro que, apesar de não estar mais vivo, na opinião do Padre Fabiano também teve uma importância imensa na realização desse sonho foi o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio de Araújo Sales, que por sinal nasceu em Acari.

“Eu posso dizer com toda certeza de que nós conseguimos o Título de Basílica para a Igreja de Acari, graças a Dom Eugênio de Araújo Sales. Pelo seu prestigio, por ter nascido em Acari e ter sido batizado nessa Igreja abriu portas pra gente e podemos dizer que o Seridó tem a primeira basílica do RN, a de Nossa Senhora da Guia”, ponderou.

Padre Fabiano também explicou o que muda no funcionamento da Igreja após ter se tornado uma Basílica.

“A Basílica tem uma estreita relação com a Santa Sé. Aqui a liturgia deve ser muito bem celebrada, como já o é. A Igreja deve ser um referencial de ação litúrgica para toda a vida diocesana. A Igreja recebe o privilégio de indulgências plenárias em dias determinados, conforme o decreto da Santa Sé, e deve se tornar um lugar de peregrinação. Se aqui já é um lugar que as pessoas acorrem, sobretudo no período da Festa de Nossa Senhora da Guia, pelo fato de ser Basílica essa frequência deve aumentar ainda mais. Então a Paróquia tem que se preparar para acolher os peregrinos e para ser lugar de misericórdia e de perdão”.

Confira a entrevista