O retorno do deputado Luiz Eduardo (PL) aos debates em plenário, nesta quarta-feira (1), foi marcado por críticas à gestão estadual e um apelo pela normalização de serviços básicos. Em seu pronunciamento na Assembleia Legislativa, o parlamentar traçou um panorama das dificuldades enfrentadas pela população potiguar, destacando desde o atraso salarial de aposentados até deficiências na rede estadual de saúde e educação.
Ao iniciar sua fala, Luiz Eduardo agradeceu o apoio recebido durante o período em que esteve afastado para tratamento de saúde. Recuperado, o legislador afirmou retornar com “mais resiliência” para exercer o mandato. O parlamentar lamentou que 86% dos alunos da rede pública estejam abaixo do nível adequado em matemática e 74% em português. De acordo com os dados do Ideb 2023, o Rio Grande do Norte registrou a menor nota do país no Ensino Médio, com média 3,2, ocupando a última posição no ranking nacional.
A crise na saúde pública também foi alvo de denúncias. O deputado relatou ter presenciado extensas filas na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), onde pacientes buscam, “muitas vezes sem sucesso”, insumos essenciais como insulina e remédios oncológicos. Segundo ele, mais da metade dos itens da unidade estariam em falta. Luiz Eduardo ainda citou a interrupção das reformas na ala de queimados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, classificando a situação da unidade como “insalubre”.
No campo financeiro, o representante do PL denunciou o atraso no pagamento de aposentados e pensionistas, além da suspensão dos empréstimos consignados para os servidores estaduais. Conforme exposto pelo parlamentar, o Governo Fátima Bezerra (PT) acumula uma dívida superior a R$ 350 milhões com o Banco do Brasil, o que tem gerado transtornos diretos ao funcionalismo. “Há servidores sendo negativados e protestados em cartório, ficando com seus nomes sujos sem poder abrir outras linhas de crédito”, alertou.
Ao finalizar seu discurso, o deputado fez um apelo direto à governadora por mais “sensibilidade social”. Luiz Eduardo cobrou celeridade na compra de medicamentos, a conclusão de obras hospitalares e a regularização dos repasses às empresas terceirizadas e aos credores bancários, “visando restabelecer os serviços e a dignidade dos trabalhadores e beneficiários do Estado”, concluiu.