Jogador de Gana perde recurso para obter visto antes de jogo da Copa

Thomas Partey deixa o Tribunal de Southwark, em Londres
13 de abril de 2026 REUTERS/Hannah McKay
© Hannah Mckay

Um tribunal canadense indeferiu nesta terça-feira um recurso apresentado pelo meia ganês Thomas Partey, após ele ter sido impedido de entrar no país para a partida de sua seleção contra o Panamá pela Copa do Mundo.

Na semana passada, o governo canadense negou o visto a Partey, de 33 anos, o que levou seus advogados a entrarem com um recurso de última hora no Tribunal Federal de Ottawa. As Estrelas Negras enfrentam o Panamá pelo Grupo L, em Toronto, nesta quarta-feira (17).

Ao indeferir o recurso, o juiz Roger Lafreniere escreveu que Partey buscava uma “medida cautelar extraordinária e obrigatória” que exigiria que o Canadá anulasse uma “decisão de inadmissibilidade proferida legalmente e facilitasse sua entrada para um evento específico”.

Antes do veredicto, a advogada de Partey, Mackeda Bramwell, havia dito à Reuters que eles estavam esperançosos quanto a um desfecho positivo. Bramwell afirmou que Partey não entraria com recurso caso o juiz decidisse contra ele.

Ela não respondeu em um primeiro momento a um pedido de comentário da Reuters após a decisão do juiz.

O ex-meia do Arsenal responde a acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele negou as acusações.

O governo dos EUA concedeu um visto a Partey, mas as autoridades de imigração do Canadá afirmaram que, de acordo com a legislação canadense, cidadãos estrangeiros podem ser considerados inadmissíveis mesmo sem uma condenação no exterior.

“Quando há motivos razoáveis para acreditar que um ato que levaria à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele pode ser considerado inadmissível no Canadá”, disse à Reuters um porta-voz do Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá.

Em Gana e entre a diáspora ganesa no Canadá, a recusa do visto a Partey gerou raiva e frustração entre os torcedores da seleção nacional.

Em entrevista à Reuters na segunda-feira, Akua Mensah, de 45 anos, canadense de origem ganesa, disse que a decisão do governo canadense foi lamentável.

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Fonte: Agência Brasil

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