O cantor Gusttavo Lima é sócio da Vai de Bet, de acordo com decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco publicada nesta segunda-feira. Conforme a sentença que determina a prisão do artista, ele comprou 25% da casa de apostas online. A empresa pertence a José André da Rocha Neto, que estava na Grécia com o sertanejo no dia da deflagração da Operação Integration.
“NIVALDO BATISTA LIMA adquiriu uma participação de 25% na empresa Vai de Bet, o que acentua ainda mais a natureza questionável de suas interações financeiras. Essa associação levanta sérias dúvidas sobre a integridade das transações e a legitimidade dos vínculos estabelecidos”, diz trecho da decisão judicial.
Gusttavo é o sertanejo mais popular do país atualmente, com milhões de seguidores nas redes sociais (45,1 milhões no Instagram) e de ouvintes nas plataformas de streaming. O cantor esteve ontem no Rock in Rio. No dia anterior, ele se apresentou no Jaguariúna Rodeo Festival, em São Paulo, ao lado de Zezé di Camargo.
O nome do cantor apareceu na investigação por conta de um avião. A aeronave, um CESSNA 560XLS registrado em nome da empresa Balada Eventos e produções, do cantor sertanejo Gusttavo Lima, foi apreendida na operação. O cantor, no entanto, alegou que havia vendido o veículo aéreo.
O comprador da aeronave foi José André da Rocha Neto, dono da VaideBet, empresa também investigada pela Polícia Civil de Pernambuco. No registro da aeronave consta que ela está em nome da JMJ Participações, que pertence à Neto.
No dia da deflagração da Operação Integration, Gusttavo Lima e Neto estavam na Grécia comemorando o aniversário do cantor. O dono da Vai de Bet tem mandado de prisão em aberto, mas não se entregou à Justiça. De acordo com o TJPE, a magistrada “determinou a difusão vermelha junto à Interpol para a captura dos que estão foragidos”.
“Determino a Difusão Vermelha (Red Notice) dos mandados de prisão de Rayssa Ferreira Santana Rocha, Thiago Lima Rocha, José André da Rocha Neto, Aislla Sabrina Truta Henriques Rocha e Edson Antônio Lenzi Filho junto à Interpol”, escreve a magistrada na decisão judicial.
Fonte: O Globo
