Ganhadores do Prêmio Grande Otelo destacam emoção de vencer em casa

Rio de Janeiro - 05/08/2026 - Prêmio Grande Otelo 2026 tem empate entre 'O Agente Secreto' e 'Manas'. Foto: Divulgação
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Os vencedores da 25ª edição do Prêmio Grande Otelo ressaltaram a alegria única de vencer em casa, mesmo depois de uma temporada vitoriosa no exterior. Neste ano, pela primeira vez, a principal categoria, de Melhor Filme, teve dois premiados: Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

“A gente viajou o mundo, estreou em Veneza, ganhou o prêmio principal da Giornate degli Autori, conquistou 46 prêmios internacionais. Mas ser reconhecida dentro do seu próprio país é muito especial” declarou Marianna Brennand, após a cerimônia de entrega dos troféus,  na noite desta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

Kleber Mendonça Filho também comemorou a vitória e destacou a importância histórica do Grande Otelo para o fortalecimento do cinema nacional.

“Eu cobri esse prêmio quando era jornalista e hoje estou aqui como cineasta. É um prêmio do Brasil para o mercado brasileiro, para o cenário brasileiro. É um reconhecimento para nós que trabalhamos com cinema aqui.”

“Eu cobri esse prêmio quando era jornalista e hoje estou aqui como cineasta. É um prêmio do Brasil para o mercado brasileiro, para o cenário brasileiro. É um reconhecimento para nós que trabalhamos com cinema aqui.”

Ao longo da cerimônia, vencedores de diferentes categorias ressaltaram que o cinema brasileiro vive um momento de reconhecimento nacional e internacional, resultado de um processo de amadurecimento artístico e da consolidação de uma indústria que movimenta a economia, gera empregos, impulsiona cadeias produtivas e fortalece a identidade cultural do país.

Para a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, o que faz do Grande Otelo a principal celebração do audiovisual brasileiro é a participação decisiva dos profissionais do setor.

“Não tem curadoria, não tem júri. São seus pares que votam naquilo que a gente produziu no ano. A Academia é composta pelos cineastas brasileiros e é uma instituição sem fins lucrativos que só quer que o cinema brasileiro exista para sempre”, afirmou.

“Não tem curadoria, não tem júri. São seus pares que votam naquilo que a gente produziu no ano. A Academia é composta pelos cineastas brasileiros e é uma instituição sem fins lucrativos que só quer que o cinema brasileiro exista para sempre”, afirmou.

Esse fator também foi destacado por Marianna Brennand como um dos aspectos mais simbólicos da premiação.

“O Grande Otelo é um grande prêmio do cinema brasileiro. É um reconhecimento pelos nossos colegas, pelos nossos pares que fazem cinema e que eu admiro tanto. É muito especial ser reconhecida por eles.”

“O Grande Otelo é um grande prêmio do cinema brasileiro. É um reconhecimento pelos nossos colegas, pelos nossos pares que fazem cinema e que eu admiro tanto. É muito especial ser reconhecida por eles.”

Marianna Brennand também ressaltou o protagonismo feminino. “É um filme que tem a força do feminino. Estou muito feliz porque ele está conectando pessoas, transformando e levando luz.”

Premiada na categoria roteiro original de Manas, Antonia Pellegrino, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), destaca que o filme reúne uma equipe majoritariamente feminina desde a criação até a produção.

“‘Manas’ é dirigido por uma mulher brilhante, Marianna Brennand, mas também é um filme escrito por várias mulheres e produzido por mulheres. Tem essa marca da presença feminina na liderança. É esse olhar que faz com que um tema tão denso seja tratado com tanta sensibilidade.”

Realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a cerimônia reuniu artistas, técnicos e produtores, em um encontro de diferentes gerações. Além de dividir o prêmio de Melhor Filme com O Agente SecretoManas conquistou Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Atriz Coadjuvante, com Dira Paes.

Já Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho, foi o longa com o maior número de estatuetas, conquistando seis troféus: Melhor Ator, para Jesuíta Barbosa, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Trilha Sonora, Som e Melhor Filme pelo Júri Popular.

O Agente Secreto, representante brasileiro na última edição do Oscar e vencedor de dois prêmios no Globo de Ouro, também foi premiado como Melhor Direção de Fotografia e Efeitos Visuais.

Melhor Longa-Metragem de Ficção (empate)

Melhor Filme pelo Voto Popular

Melhor Longa-Metragem de Comédia

Melhor Longa-Metragem Documentário

Melhor Longa-Metragem de Animação

Melhor Longa-Metragem Infantil

Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano (empate)

Melhor Direção

Melhor Primeira Direção

Melhor Ator

Melhor Atriz

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Roteiro Original

Melhor Roteiro Adaptado

Melhor Direção de Fotografia

Melhor Direção de Arte

Melhor Figurino

Melhor Maquiagem

Melhor Trilha Sonora

Melhor Som

Melhores Efeitos Visuais

Melhor Montagem

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Melhor Curta-Metragem Documentário

Melhor Curta-Metragem de Animação

Melhor Série de Ficção

Melhor Série Documentário

Melhor Série de Animação

Melhor Série Brasileira

Melhor Ator de Série de Ficção

Melhor Atriz de Série de Ficção

Melhor Ator de Série

Melhor Atriz de Série

Fonte: Agência Brasil

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