Futuro procurador-geral da República enfrentará desafios inéditos sob Bolsonaro

O novo procurador-geral da República a ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro na mais concorrida disputa que já se viu no órgão terá de lidar com um leque de temas e problemas que aportam pela primeira vez na instituição. As informações estão publicadas no jornal O Globo.

Um deles é a possibilidade de investigações dependerem de autorização judicial para usar informações colhidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pela Receita Federal — tema que será avaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro —, além da possível mudança de posição da Corte sobre as prisões após condenação em segunda instância . Outra questão em pauta é o futuro das delações premiadas dos executivos da JBS. Em pelo menos um desses casos, o do Coaf, a Procuradoria-Geral da República (PGR) atuará em lado oposto ao do presidente da República, cujo filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) , é autor da ação que pede restrições ao órgão.

Pautas como uso de dados do Coaf e possível ingerência do presidente aguardam nova gestão da PGR, ainda não definida