Finalista da Copa masculina, Espanha pode “unificar” títulos mundiais

Spain celebrates with the trophy after winning during the FIFA Women's World Cup Australia & New Zealand 2023 Final match between Spain and England at Stadium Australia on August 20, 2023 in Sydney, Australia. (Photo by Jose Breton/Pics Action/NurPhoto)NO USE FRANCE
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A classificação da Espanha à final da Copa do Mundo abre a possibilidade de um país ser detentor, simultaneamente, de forma inédita, dos títulos mundiais entre homens e mulheres. As espanholas são justamente as atuais campeãs do naipe feminino.

Neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), a Fúria (apelido do time espanhol) mede forças, em Nova Jersey (Estados Unidos), com quem se classificar na outra semifinal da Copa masculina, entre Argentina e Inglaterra. A seleção ibérica, campeã pela primeira vez em 2010, busca o bi, o que a colocaria no topo da modalidade, pelo menos, até 2030, quando será uma das sedes do evento, junto de Portugal e Marrocos.

Entre as mulheres, o reinado da Espanha foi proclamado em 2023, com a inédita conquista da Copa do Mundo Feminina, realizada na Austrália e na Nova Zelândia. A vitória sobre a Inglaterra na final, por 1 a 0, no Sydney Stadium, premiou uma campanha quase perfeita, com seis vitórias e apenas uma derrota. Foram 18 gols marcados e sete sofridos.

O detalhe é que aquela decisão de 2023 pode se repetir na Copa masculina. Para isso, os ingleses têm de superar os argentinos nesta quarta-feira (15), às 16h, em Atlanta (Estados Unidos).

O título na Austrália alçou de vez a craque Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora da competição, aos primeiros The Best – que é concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) – e Bola de Ouro da carreira. Ídola do Barcelona, a meia ganhou os prêmios mais duas vezes e é a atual detentora de ambos.

A Copa de 2023 também foi marcada por um beijo não consensual do então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, na atacante Jenni Hermoso durante a premiação das campeãs. O dirigente afirmou que o ato foi permitido pela atleta, o que a mesma negou. Pressionado por jogadores e coletivos femininos, Rubiales pediu demissão da RFEF e foi banido pelo Comitê Disciplinar da Fifa por três anos.

Vale lembrar que a Espanha chegou a ter “unificados”, entre 2024 e 2025, os títulos da Liga das Nações, torneio entre seleções europeias que ocorre a cada duas temporadas. Campeã nas duas primeiras edições femininas (2024 e 2025), a Fúria venceu a competição masculina em 2023, mas ficou com o vice no ano passado, superada por Portugal.

O primeiro país a vencer a Copa nos dois naipes foi a Alemanha, que conquistou o torneio feminino – criado em 1991 – nas edições de 2003 (Estados Unidos) e 2007 (China). Esta última, aliás, batendo o Brasil na final. Os títulos, porém, não foram simultâneos ao período em que a seleção alemã masculina era campeã mundial.

A próxima Copa do Mundo Feminina será no Brasil, em 2027. Entre as seleções que ainda estão na briga pelo título masculino em 2026, Espanha e Argentina estão garantidas no Mundial do próximo ano. A Inglaterra ainda terá que disputar a repescagem europeia.

Fonte: Agência Brasil

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