Assim como no Brasil, algumas cidades na Itália são famosas por suas históricas e tradicionais celebrações de carnaval. A festa de Veneza é a mais conhecida do país, mas outra fascinante é a que acontece na cidade de Viareggio, localizada há uma hora e meia de Florença. Em uma celebração que acontece há mais de 150 anos, milhares de moradores e turistas se reúnem nas ruas para assistir ao desfile de alegorias coloridas, com movimentos delicados e realistas.
O espetáculo lembra o que acontece todos os anos na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O famoso carnaval carioca, na verdade, tem um antecessor, que também é composto por pessoas fantasiadas que acompanham carros gigantes, animados e decorados nos mais diferentes temas.
Veja as alegorias do Carnaval de Viareggio:
Conhecida como citadella del carnevale (cidade do Carnaval), Viareggio fica na província de Lucca, região da Toscana. O Carnaval na região é famoso por suas esculturas de papel machê e pelos carros alegóricos. Uma das tradições das esculturas é a representação de figuras importantes da política e do entretenimento. Nas alegorias são os efeitos especiais que chamam a atenção enquanto passam pela Via Reggia, local onde ocorrem os desfiles.
Na festa, como um todo, o Carnaval de Viareggio é muito conhecido por satirizar a política e os poderosos italianos, e cada vez mais aposta em temas universais. Essa tradição é atribuída à origem da festa, em 1873, quando teria ocorrido um desfile de máscaras no qual as pessoas protestaram contra o excesso de impostos.
Hoje, o espetáculo é realizado aos fins de semana e na terça-feira de carnaval, podendo durar até quatro semanas. O evento é transmitido ao vivo pela TV italiana Rai e a história da festa na região póde ser visitada no Museo del Carnevale (Museu do Carnaval), em Viareggio.
Os desfiles do Carnaval de Viareggio têm como símbolo o Burlamacco, uma fantasia composta por um terno xadrez vermelho e branco, que lembra um Arlequim. O nome se refere ao pintor Buonamico Buffalmacco, retratado pelo poeta Giovanni Boccaccio em sua obra literária Decameron.
Fonte: O Globo