Eleições 2026 : Styvenson voltará a disputar a cadeira do Governo do RN

O senador Styvenson Valentim (Podemos) já avisou que voltará a disputar a cadeira de governador em 2026. Ao contrário deste ano, quando terminou o pleito em terceiro lugar com 307.300 votos, o parlamentar garante que usará de todos os recursos políticos e partidários para alcançar a vitória. “Achei que todo mundo sabia (que seria candidato ao Governo), porque venho mantendo o ritmo”,  chega a ironizar o senador, pelo fato de tecer, continuamente, críticas à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) nas redes sociais.

Styvenson Valentim tem possibilidade de renovar o mandato daqui a quatro anos, ocasião em que estarão em jogo duas cadeiras para o Senado Federal, mas entende que o Rio Grande do Norte não pode continuar “nas mãos de pessoas que não tem capacidade administrativa”.

Valentim confirmou que  vai mudar até o método e sua postura de fazer campanha político-eleitoral, pois ao invés de abdicar do tempo de propaganda no Rádio e na TV e dos recursos do fundo eleitoral  e partidário, em 2026 ele vai utilizar todos os meios  disponíveis legalmente, além de começar a usar os R$ 8 milhões que economizou em quatro anos de mandato para fazer propaganda das ações parlamentares, inclusive de destinações de emendas impositivas no Orçamento Geral da União (OGU) para o estado e municípios do Rio Grande do Norte.

“O que não muda é minha honestidade e meu caráter”, disse Valentim, lamentando que a população não tenha entendido a sua maneira de fazer política e campanha eleitoral, exclusivamente nas redes sociais e sem recursos públicos, como os outros candidatos fizeram na campanha eleitoral de 2022, quando “reclamava que não andava ou não tinha vontade” de fazer campanha de corpo-a-corpo e em visita aos municípios.

O senador acredita que enfrentou uma campanha “injusta e desequilibrada” ao não adotar os mesmos métodos de campanha de outros candidatos que, segundo ele, “não têm coragem de fazer o que eu faço”. Porém, ele afirma que mudou a postura. “Agora vou usar todas as armas que os outros usam”.

Na campanha para governo, Styvenson Valentim obteve 16,80% dos votos válidos, ficando atrás da reeleita Fátima Bezerra, com 58,31% (1.066.496 votos) e do ex-vice-governador Fábio Dantas (SDD), que obteve 406.461 sufrágios (22,22%).

A votação de Valentim no primeiro turno das eleições (02/10), corresponde a 41,2% dos 745.827 votos obtidos para senador em 2018.

Na campanha deste ano, Valentim recebeu apenas doações financeiras de pessoas físicas – cerca de R$ 8,4 mil. A maior parte dos recursos vieram do seu próprio bolso (30,1%), o restante (69,9%) foi depositado por sete pessoas.

Além de não usar fundo eleitoral, Valentim não imprimiu material de propaganda, como satinhos e adesivos, tendo apenas participado de debates com outros candidatos e de entrevistas em emissoras de rádio e televisão. “Agora vão engolir a seco, vou fazer o que acham que é certo”.

Partido

O senador Styvenson Valentim confirmou que o seu partido, o Podemos, depois da negociação para incorporação do PSC, já passou a negociar com o PSDB a ampliação da federação partidária para os próximos quatro anos, que também terá implicações políticas no Rio Grande do Norte.

Styvenson Valentim informou à presidente nacional do Podemos, deputada federal paulista Renata Abreu, começou a ouvir os seis senadores do partido sobre a formalização da federação PSDB-Cidadania e Podemos, tendo ponderado como ficaria a situação política nos estados inclusive no Rio Grande do Norte, onde faz oposição à governadora Fátima Bezerra (PT). No PSDB, a governadora tem o presidente estadual do partido e da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, como aliado.

“Tenho restrição ao  modo PT de administrar e um dos exemplos é o Rio Grande do Norte”, disse Valentim, apesar de ponderar que em nível nacional não apoia o governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), mas votou em 80% das matérias de interesse do governo federal que consideravam  benéficas para o  país.

Valentim disse, por exemplo, ser contra a PEC da Transição da maneira que ela está sendo encaminhada pelo PT e colocada pela imprensa, mas se houver emendas que melhorem o texto para beneficiar a população, poderá votar favoravelmente.

Com a incorporação do PSC, o Podemos terá uma bancada de sete senadores e se houver a federalização com o PSDB-Cidadania esse número será ampliado para 11, igualando-se ao PSD e ficando à frente do MDB e União, que contarão com dez senadores a partir de 2023.

Com informações do Tribuna do Norte