Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

Paraty (RJ), 24/07/2026 - As escitoras Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz lançam o livro Escreviventes durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma das mais importantes autoras da literatura brasileira contemporânea, Conceição Evaristo faz, aos 79 anos, sua estreia como atriz. Ela é protagonista do longa do diretor André Novais Oliveira Se Eu Fosse Vivo… Vivia, filme de abertura da 20º Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. O festival começa nesta terça-feira (22) e vai até o dia 27 de setembro.

No longa, Evaristo interpreta Jacira, uma mulher aposentada que compartilha com o marido, Gilberto, a rotina doméstica, os cuidados com a saúde, as conversas e os pequenos prazeres da vida. O filme acompanha a rotina desse casal por cinco décadas, desde a juventude. A vida do casal, porém, muda quando Jacira adoece e é internada. O filme ganhou o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo júri oficial da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Além de estrear o filme de abertura da mostra, Conceição Evaristo será uma das homenageadas do festival e receberá o Troféu Horizonte. A coordenadora-geral do CineBH, Raquel Hallak, afirma que a homenagem é um forma de destacar a trajetória da escritora na literatura e a chegada dela ao mundo do cinema.

“É também mostrar a transversalidade do audiovisual e as suas conexões com o cinema e a música”, diz.

“É também mostrar a transversalidade do audiovisual e as suas conexões com o cinema e a música”, diz.

A edição deste ano do CineBH discute o futuro do cinema latino-americano.

“A ideia é fazer a pergunta de forma aberta: que histórias estamos contando? Que histórias queremos contar? Qual o futuro do cinema na América Latina?” indaga Raquel Hallak.

“A ideia é fazer a pergunta de forma aberta: que histórias estamos contando? Que histórias queremos contar? Qual o futuro do cinema na América Latina?” indaga Raquel Hallak.

Além de Conceição Evaristo, a mostra homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina. Nascida em Assunção em 1971, Encina começou a fazer audiovisual nos anos 1990 em um país de produção historicamente descontínua e sucessivos períodos autoritários. Mesmo assim, conseguiu fazer seus filmes circularem internacionalmente. As obras dela têm, quase sempre, uma temática que envolve a história do Paraguai.

A programação completa da mostra está no site do festival. 

Fonte: Agência Brasil

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