Cientes da articulação, integrantes do Ministério da Economia manifestaram resistência ao acord

O Ministério da Economia avalia que o dinheiro que não foi repassado deveria ser usado, por exemplo, para ajudar a pagar novas parcelas do auxílio emergencial de R$ 600. Embora o custo de cada parcela do auxílio emergencial seja bem mais elevado (cerca de R$ 51 bilhões por mês), a equipe econômica defende que, mesmo na crise da Covid-19, os recursos públicos sejam usados de forma eficiente. A equipe de Guedes também avalia que o plano de socorro financeiro de R$ 120 bilhões aos estados e municípios, em vigor desde maio, é suficiente para que os governos locais enfrentem a crise econômica e sanitária.

Até agora, a MP 938 não foi votada nem na Câmara nem no Senado. A ideia da área econômica do governo é que o texto perca a validade assim que as transferências de junho forem feitas. A medida provisória caduca em 30 de julho. Se for votada e aprovada nas duas Casas, a medida ainda pode ser vetada por Bolsonaro. A palavra final, entretanto, cabe ao Congresso, que em sessão conjunta pode derrubar o veto presidencial caso haja o apoio de pelo menos mais da metade dos 513 deputados e 81 senadores. A resistência da equipe econômica levou a novas articulações para tentar superar o impasse.

A resistência da equipe econômica levou a novas articulações para tentar superar o impasse.