CGU aponta que 64% das expulsões de servidores em 2018 está ligada à corrupção

Cerca de 300 servidores públicos foram expulsos de seus cargos somente no primeiro semestre de 2018. O dado foi divulgado pelo ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União. De acordo com o órgão, foram 243 demissões de servidores federais, 45 cassações de aposentadorias e 12 destituições de pessoas em cargos comissionados. O levantamento não inclui os empregados em empresas estatais como a Petrobras, Caixa e Correios.

A corrupção, segundo a CGU, foi responsável por 64% das demissões, 192 ao todo. Entre as ações de corrupção, estão o recebimento de propina ou vantagens indevidas, utilização de materiais da repartição em atividades particulares, improbidade administrativa, lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

O número total de expulsões é o maior da série para um primeiros semestre desde 2003. O número deste ano ficou 39,5% acima do registrado no ano passado, quando houve 215 expulsões. Desde 2003, já são mais de sete mil servidores expulsos. O Rio de Janeiro se destaca com a maior quantidade de servidores afastados: 1246. As pastas de Desenvolvimento Social e Agrário e o Ministério da Educação são os que tiveram a maior quantidade de afastamentos.

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