Ações militares de Israel matam seis pessoas em Gaza

Palestinian women look on from behind broken windows, during the funeral of Palestinians who, according to medics, were killed by an Israeli strike on Saturday, at Al-Shifa Hospital in Gaza City, January 31, 2026. REUTERS/Dawoud Abu Alkas
© REUTERS/Dawoud Abu Alkas

Ataques aéreos e tiroteios israelenses mataram pelo menos seis palestinos na Faixa de Gaza neste domingo (14), segundo autoridades de saúde, enquanto mediadores intensificavam os esforços para salvar o cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos.

Médicos informaram que um ataque aéreo israelense matou pelo menos quatro pessoas perto do Hospital Al-Yeman Al-Saeed, no campo de refugiados de Jabalia, ao norte do enclave, enquanto outras duas foram mortas em incidentes separados em Khan Younis, no sul, e na cidade de Gaza.

As Forças Armadas israelenses não se pronunciaram imediatamente sobre os incidentes.

A violência ocorreu enquanto mediadores do Egito, Catar e Turquia encerravam negociações de uma semana com o Hamas e outras facções palestinas sobre a implementação da segunda fase do plano para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, que envolveria o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses.

Uma trégua de outubro de 2025 mediada por Trump não conseguiu deter os ataques israelenses em Gaza nem garantir o desarmamento dos militantes do Hamas.

Desde então, ataques israelenses em Gaza mataram mais de 950 pessoas, segundo autoridades de saúde, enquanto Israel afirma que quatro soldados foram mortos por militantes nesse período.

O Hamas atribui a ausência de um acordo completo para encerrar o conflito em Gaza à recusa de Israel em cumprir as obrigações da primeira fase acordadas em outubro, que interromperam os principais combates, mas não puseram fim aos ataques israelenses. Israel afirma que seus ataques têm como objetivo impedir ataques iminentes do Hamas e de outros militantes.

Neste domingo, o Hamas e outras facções afirmaram ter dado uma resposta por escrito a um plano de 15 pontos apresentado a eles pelos mediadores e pelo Conselho de Paz de Trump, mas não forneceram detalhes da resposta.

Fontes próximas às negociações disseram que as facções concordaram com 14 dos 15 itens. Persiste a discordância sobre o desarmamento do Hamas, que vincula qualquer desarmamento total ao lançamento de um processo político rumo a um Estado palestino.

Israel insiste que o Hamas deve se desarmar, ceder o poder em Gaza e não desempenhar nenhum papel no futuro do enclave.

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Fonte: Agência Brasil

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