O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) negou ter recomendado o rompimento da parede e o esvaziamento do Açude Comissão, localizado em uma área de risco acima de uma cidade.
Em entrevista ao Panorama 95 desta sexta-feira (19) o diretor-técnico do IGARN, Procópio Lucena informou que havia identificado a necessidade de manutenção no reservatório e que notificou a prefeitura sobre a situação, baseando-se nos documentos que indicavam que o açude pertencia ao município.
“Nós identificamos que o açude precisava de manutenção devido ao potencial dano que ele poderia causar à população. Fizemos essa notificação para a prefeitura, pois todos os documentos de cadastro no IGARN indicavam que ele pertencia ao município,” afirmou Procópio.
O IGARN ficou surpreso ao ser informado por Nelsinho, que recebeu a notificação da prefeitura, de que o açude era de sua propriedade. Após investigações, foi revelado que o açude foi construído por uma ação comunitária em terras pertencentes à paróquia local.
“Nós procuramos funcionários da paróquia, que nos relataram que o açude foi feito pela comunidade e que aquelas terras pertencem à paróquia,” disse o representante.
O diretor do IGARN, Procópio, destacou a possibilidade de um crime ambiental ter sido cometido com a ruptura da parede do açude e afirmou que espera que os órgãos competentes investiguem a responsabilidade pelo ato.