Marcos Dantas

Cidades da Paraíba e do Seridó potiguar podem enfrentar colapso pela falta d’água


Apesar dos esforços do sistema de gerenciamento dos recursos hídricos, as águas do Açude Mãe D’Água liberada para o Rio Piancó-Piranhas-Açu vem chegando com dificuldades na captação da Caern em Jardim de Piranhas, responsável pelo abastecimento de cidades seridoenses como Caicó, São Fernando, Jardim de Piranhas e Timbaúba dos Batistas, além de outros municípios paraibanos. Graças a falta de sensibilidade de alguns que insistem em captar água do Rio para irrigar suas plantações.

Diante do quadro, não está descartado para esta semana um colapso pela falta d’água nestas cidades, diante da dificuldade de captação. Órgãos fiscalizadores intensificarão ações de fiscalização para cumpri o que determina a lei 9433/1997 e as resoluções conjuntas da Agência Nacional de Aguas, IGARN e AESA.

Na última visita que fez ao Rio Piranhas, na última quinta-feira (17), o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açu, José Procópio de Lucena, constatou que mesmo sendo liberado 3m3\s de água do reservatório de Mãe D’água, existe uma trágica redução no nível de água neste trecho, principalmente, na captação da Caern em Jardim de Piranhas.

Procópio reconhece que as razões desta situação são diversas, e o sistema sabe e precisa agir com urgência e atitude para evitar o colapso geral nos abastecimentos da PB e RN. “Já sabemos que em 2017 não teremos água do São Francisco. Em poucos dias ou em questão de horas poderemos não ter água de Mãe D’água e não temos certeza das águas de São Pedro em 2017. Afirmamos pra sociedade que teríamos água de Mãe D’água para a PB e RN até fevereiro, se fosse conjugado um conjunto de ações sinérgicas do tipo: suspensão total das irrigações, forte economia de água, reuso, rodízio, racionamento de água, plano de contingência pela Caern e Cagepa e fiscalização intensa para o cumprimento das resoluções”, explicou.