Marcos Dantas

Canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu chega à fase final


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O relatório final do processo de canonização dos canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu está em sua fase final. A previsão é de que, em outubro próximo, o postulador, Frei Giovanni Califano, entregue o documento ao prefeito da Congregação da Causa dos Santos, cardeal Ângelo Amato. A partir da daí, o processo será avaliado por uma comissão de cardeais e teólogos da Congregação para, em seguida, ser encaminhado ao Papa.

Na última segunda-feira (19), o arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, retornou de Roma (Itália), com a tarefa de difundir a devoção dos Bem aventurados Padre Ambrósio Francisco Ferro, Padre André de Soveral, Mateus Moreira e companheiros mártires, padroeiros do Rio Grande do Norte. Essa é uma das últimas etapas do processo de canonização, antes do envio do relatório à Congregação.

Na capital italiana, Dom Jaime teve audiência, na quarta-feira (14) com o Cardeal Ângelo Amato. Também participaram do encontro, o postulador da Causa de Canonização dos Mártires, Frei Giovanni Califano, e o representante do processo de canonização, na Arquidiocese, Padre Júlio César Cavalcante. Na quinta-feira (15), o arcebispo de Natal, acompanhado do arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Cláudio Hummens, teve uma audiência com o Papa Francisco.

Em agosto de 2015, Dom Jaime recebeu um telefonema do cardeal Hummens, informando que havia conversado com o Papa sobre a possibilidade da canonização dos mártires potiguares. Em entrevista à Rádio Vaticano, na sexta-feira (16), o cardeal falou sobre como surgiu a intenção da canonização dos protomártires nativos do Brasil.

“Levantei esta causa tempo atrás com o Papa Francisco, lembrando que ele havia canonizado outros beatos históricos antigos e que não há mais muita documentação a ser levantada. Ele já canonizou o Beato Anchieta, o Padre Fabro, um dos fundadores da Companhia de Jesus. Numa audiência que tive com ele, me recordei destes nossos mártires e pensei: ‘Por que não apresentar ao Papa esta questão?’ e escrevi em um memorando ‘se não era possível pensar numa canonização’. Ele reagiu muito positivamente e me disse para conversar com o Cardeal Amato, com o Presidente da CNBB e com o Arcebispo de Natal. Foi o que eu fiz”, disse o arcebispo emérito de São Paulo.