Marcos Dantas

Antoninho Tatto: “Dízimo é gratuidade, não devo esperar nada em troca, se dou é porque já recebi”


img_20161105_154938524Formador do encontro que a Diocese de Caicó fez para padres, seminaristas, religiosas e leigos da Pastoral do Dízimo, neste final de semana, o diretor do MEAC, Antoninho João Tatto Primo fez uma avaliação positiva do encontro, cujos ensinamentos serão multiplicados nas paróquias pelos formadores de opinião, que neste caso estão inseridos os que participam das pastorais em suas paróquias, daí a necessidade de uma preparação como a promovida pela Diocese.

Tatto defende que antes das paróquias apresentarem as suas necessidades financeiras, o ideal é conscientizar o cristão do verdadeiro significado teológico do dízimo, que não é simplesmente uma arrecadação financeira. A missão dos que estão envolvidos na Pastoral do Dízimo é, justamente fazer com que as pessoas descubram que dízimo é algo muito importante para as suas vidas.

Aí sim é o momento de mostrar as necessidades que temos, mas não mostrar apenas as necessidades, também o que queremos fazer com o dinheiro arrecadado, o plano pastoral de cada paróquia, qual o trabalho missionário, qual é o projeto de evangelização que temos na paróquia. Aí vem a sensibilidade do povo. O povo gosta das coisas de Deus e bem feitas, e o povo sempre é muito generoso”, destacou.

Na entrevista concedida ao Panorama 95 (Rural FM) desta segunda-feira (07), Antoninho Tatto, autor de dezenas de livros sobre a temática do Dízimo, lidos por milhares de pessoas em todo o Brasil, condenou a postura de algumas paróquias, que dão benefícios como a suspensão da cobrança de taxas paroquiais apenas a quem paga o dízimo.

Uma das razões que a Igreja do Brasil retomou a Pastoral do Dízimo é para acabar com as taxas. E hoje existem muitas paróquias que tem esse comportamento: quem paga dízimo não precisa pagar taxas. E a igreja proíbe isso, a Igreja diz que o dizimista não pode ter privilegio. Não é porque ele é dizimista que pode ser isento das taxas. Ou nós isentamos todo mundo ou ninguém. As taxas não são necessárias quando temos uma Igreja madura, com pessoas co-responsáveis que cuidam de sua Igreja, e através do dízimo trazem aquilo que é necessário para o trabalho de evangelização. Então as taxas são perfeitamente dispensáveis, porque elas têm essa conotação: pago e recebo. E o dízimo é gratuidade, não devo esperar nada em troca, se dou é porque já recebi, porque Deus já me abençoou”, finalizou.

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Em Caicó a formação aconteceu no Ginásio da Ilha de Sant’Ana – Fotos: Marcos Dantas

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