Marcos Dantas

Aluno de Jardim do Seridó vence 2º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União


Paulo ao lado da diretora Branquinha e a professora e orientadora Fátima

Paulo ao lado da diretora Branquinha e a professora e orientadora Fátima

O Centro Educacional Felinto Elísio (CEFE) de Jardim do Seridó volta a ser destaque em nível Estadual, com o desempenho de seu aluno Paulo Plácido Barbosa de Azevedo, primeiro lugar na Categoria Estadual do 2º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União, e 12º lugar disputando com todos os demais alunos em Nível Nacional.

Para desenvolver sua redação, que teve com tema “Tráfico de Pessoas. Diga Não”, Paulo Plácido contou com a orientação da professora de Língua Portuguesa, Maria de Fátima Medeiros de Oliveira. Os dois serão condecorados no dia 09 deste mês na cidade do Natal. A homenagem acontece no ano em que o CEFE comemora 40 anos de atuação na Educação Jardinense.

O Blog do Marcos Dantas destaca a redação campeã de Paulo Plácido Barbosa de Azevedo

Tráfico de Pessoas; um problema hodierno.

Embora não pareça, o tráfico de seres humanos é um crime que permeia todo o mundo. Raptar ou coagir pessoas, de um lugar para outro, visando à exploração sexual, do trabalho ou para transplante de órgãos, é uma realidade ainda hoje.

As vítimas, que geralmente vivem em condições precárias, recebem dos aliciadores a promessa de melhores condições de vida. Depois de aceitarem e partirem para a nova vida, descobrem um verdadeiro inferno materializado em ameaças, violências físicas e psicológicas, direitos aleijados, cárcere privado, enfim, as mais horrendas violações dos direitos humanos.

Encabeçando a lista das vítimas, no Brasil, estão as mulheres, compondo 90% das que sofrem esta violência, mas elas não são as únicas, entre as quais há também crianças, adolescentes e até homens adultos.

Combater o tráfego de pessoas tem sido uma tarefa difícil devido aos mais diversos fatores, entre eles a pouca informação em dois aspectos: Primeiro das vítimas que, enganadas com propostas vantajosas, cedem aos aliciadores, e segundo as autoridades que enfrentam enorme dificuldade em mapear e capturar os malfeitores que estão muito bem organizados.

A conscientização, propagação de informações e total vigilância sobre o assunto parece ser uma eficaz ferramenta que a sociedade dispõe para a repressão deste crime. E sobretudo o Estado atuando nas mais diversas frentes para proteger seus cidadãos do terror daqueles que, por motivos espúrios, submetem seus iguais à exploração, a que alguns estudiosos no assunto chamam de escravidão contemporânea.