‘Vamos ter de construir cofres para trancar a História’ diz diretor de museu após roubo em Ouro Preto

Relicário levado de igreja em Ouro Preto
Relicário levado de igreja em Ouro Preto — Foto: Polícia Civil de MG/divulgação

Peritos da Polícia Federal estiveram neste sábado (11) no Museu de Arte Sacra de Ouro Preto em busca de pistas que possam levar aos ladrões que levaram um rosário do século XIX da instituição ligada à Paróquia Nossa Senhora do Pilar, no Centro Histórico, na sexta-feira. O crime teria ocorrido às 13h18, segundo o registro das câmeras de segurança, e cometido por três pessoas. Um homem e uma mulher foram filmados abrindo o mostruário onde estava a peça.

Ao jornal Estado de Minas, o diretor do museu, Carlos José Aparecido de Oliveira, lembrou que não foi a primeira vez que o acervo da paróquia foi roubado.

— Nossa posição é de desencanto, pois fazemos o trabalho com paixão e sofremos muito, quando isso ocorre. Parece que, em vez de museus, teremos que fazer cofres para trancafiar a História — lamentou. — Espero que tudo se resolva, mas é uma sensação muito ruim. Ver parte do acervo furtado, algo que está exposto para toda a popular ver, traz o desencanto. Este museu recebe muita gente, muitos jovens, sempre ficamos felizes em ver tanta gente visitando o Pilar, no sentido de valorizar o conhecimento e fortalecer a identidade e a nação. Infelizmente, três pessoas acabam com isso.

Há 50 anos, o museu no subsolo da igreja barroca sofreu um outro saque: na madrugada de 2 de setembro de 1973, foram levadas 17 peças sacras, incluindo uma coleção Até hoje não há pistas das peças levadas pelos ladrões.

Segundo o inventário de 1984 da paróquia o relicário em ouro levado ficava preso originalmente na ponta de uma cruz.

Fonte: O Globo

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