Valor da bolsa mensal para estudantes do ensino médio será próximo a R$ 200, afirma ministro

Jovens nem-nem: não trabalham e não estudam
Jovens nem-nem: não trabalham e não estudam — Foto: Daniel Marenco/Agência O Gobo

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou à reportagem o plano do governo de pagar uma bolsa mensal para garantir a permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio em valor próximo a R$ 200. Como revelou O GLOBO, a proposta em análise nos ministérios é que esse auxílio mensal seja acompanhado de uma poupança, de R$ 1 mil por ano, para cada aluno até a conclusão dos três anos de formação.

O programa, conforme Santana confirmou em entrevista ao jornal, será voltado para adolescentes inscritos no CadÚnico e no programa Bolsa Família. O ministro tem evitado dar detalhes sobre o tema para não atropelar o anúncio que será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

A ideia é pagar uma poupança de R$ 1.000 por ano para cada aluno até o fim do ensino médio que só pode ser sacado quando esse estudante concluir essa etapa da sua formação. Em três anos, por exemplo, seriam R$ 3.000, corrigidos pela taxa de correção da poupança. Cada R$ 1.000 será depositado no início do ano letivo e o ano poderá ter acesso ao extrato da conta, mas não sacar o recurso.

O projeto de lei foi enviado ao Congresso Nacional na semana passada e aprovado pelo Senado Federal no último dia 29. O texto, que agora vai para a Câmara, prevê que os recursos saiam do Fundo Social, tendo como limite a utilização de R$ 6 bilhões do fundo. A ideia é começar os pagamentos no ano que vem.

Conforme mostrou O GLOBO, a ideia é pagar uma poupança de R$ 1.000 por ano para cada aluno até o fim do ensino médio que só pode ser sacado quando esse estudante concluir essa etapa da sua formação. Em três anos, por exemplo, seriam R$ 3.000, corrigidos pela taxa de correção da poupança. Cada R$ 1.000 será depositado no início do ano letivo e o ano poderá ter acesso ao extrato da conta, mas não sacar o recurso.

Também faz parte do plano do governo pagar um valor mensal, em formato de bolsa, de janeiro a dezembro. Esse valor hoje é de cerca de R$ 160, o que daria algo próxima R$ 2.000 por ano.

Fonte: O Globo

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