Suspeito de abusar sexualmente de bebê de 10 meses dentro do Hospital Onofre Lopes é preso em Natal

Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), na zona Leste de Natal. — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), na zona Leste de Natal. — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Um homem suspeito de abusar sexualmente um bebê de 10 meses dentro do Hospital Universitário Onofre Lopes, na zona Leste de Natal, foi preso nesta sexta-feira (10).

De acordo com a mãe da vítima, o filho possui uma síndrome rara que afeta o fígado, o pâncreas e os rins, e estava internado no HUOL após a colocação de um catéter no pescoço para o início da hemodiálise.

Mãe e filho dividiam o quarto com outra família, que também estava com um bebê de 10 meses internado. Ela teria saído do quarto para beber água e, ao retornar, viu o suspeito, o pai desse outro bebê, agindo de forma estranha.

Ao ver a situação, ela chamou a equipe de enfermagem, que logo agiu para investigar o que poderia ter acontecido.

“Quando mostrei à técnica de enfermagem, ela chamou outras enfermeiras, que colheram [o líquido] e levaram para um laboratório do hospital para analisar. Quando voltei pro quarto, vi o homem bem tenso e saí ligeiro com meu bebê”, lembrou a mãe, que logo após esse momento, foi levada, junto ao seu bebê, para outra acomodação.

O resultado saiu e o líquido encontrado na boca do bebê era material genético do suspeito. Com isso, a segurança do hospital e as Polícias Civil e Militar foram acionadas e o homem foi preso em flagrante.

“A direção do hospital já está resolvendo tudo e estou tendo acompanhamento psicológico. Mas eu, como mãe, não quero que isso aconteça com outras crianças, principalmente em um hospital, onde a gente vem procurar atendimento. Meu bebê não sabe falar, pois é pequeno. Desde ontem eu estou muito nervosa. Estou calma, mas muito abalada”, desabafou a mãe.

O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal.

“Um procedimento foi instaurado para apurar todas as circunstâncias do fato e a responsabilidade penal de todos os envolvidos. Em razão de a vítima ser um bebê e da necessidade de garantir a realização de diligências que ainda estão em andamento para apurar eventuais outros crimes, o processo tramitará em sigilo”, informou a Polícia Civil.

Fonte: G1 RN

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