Seminário discute a relação da cidade com o cinema como negócio

Uma das mais importantes linguagens da arte no século 21, o audiovisual, as novas plataformas e a capacidade de transformação das cidades entram em discussão no Seminário Audiovisual e Mercado, que será realizado no período de 24 a 28 de setembro, no auditório do Sebrae no Rio Grande do Norte. A ideia é debater sobre as estratégias para alavancar o potencial da capital potiguar para esse setor. Isso porque Natal tem uma singularidade visual e cultural capaz de atrair diretores e produtores de cinema, publicidade e televisão na busca de locações para suas produções de filmes de longa-metragem, documentários e comerciais de tevê. A abertura do evento ocorre no dia 24, às 19h30.  As inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

O seminário é uma iniciativa do Goiamum Audiovisual por meio da Casa de Produção, em comemoração aos dez anos do festival potiguar, e foi um dos projetos selecionados no Edital de Economia Criativa do Sebrae em 2019. Um dos objetivos do evento é também ampliar noção de audiovisual como negócio, pois, para cada real investido nessa atividade, volta para os cofres públicos pelo menos R$ 2,60 em impostos, logo, a atividade é superavitária e lucrativa para o Estado.

Estão programadas palestras, debates, painéis, workshops e mesas redondas com profissionais de prestígio e de alcance internacional na área do audiovisual, economia criativa e cidades inteligentes. Algumas atividades são abertas ao público e gratuitas, e outras voltadas para profissionais, estudantes de cinema, tevê e publicidade, games e também interessados em marketing e economia criativa em geral.

Entre os temas que encabeçam o Seminário Audiovisual e Mercado está a palestra de abertura, “Audiovisual, economia criativa e cidades: aliados em busca de um futuro”, proferida pela economista Ana Carla Fonseca Reis, da Garimpo Soluções. Ana Carla tem atuação mundial em economia criativa, cidades criativas, negócios e o futuro do trabalho.

Também participa do evento André Faria, que é representante da Rede Brasileira de Film Comission (REBRAFIC). Ele vai abordar o tema “Os benefícios trazidos pelas Film Comission”, no dia 25. As redes de Filme Comission são responsáveis por apoiar e atrair os produtores nacionais e internacionais para promover as regiões do Brasil, trazendo desenvolvimento econômico através de produções audiovisuais. Hoje, o setor do audiovisual reúne 13 mil produtoras e cerca de 300 mil empregos diretos.

“Pensamos este encontro da Rede Brasileira de Film Comission com os profissionais locais, gestores e setores governamentais como o primeiro passo para um desdobramento com objetivo prático de tornar nossas cidades cenários viáveis para o audiovisual, como já acontece em outras regiões. Um potencial para gerar emprego, renda e promover o turismo”, avalia a produtora Keila Sena, idealizadora do Seminário.