Região do Seridó ganha associação de produtores de queijos artesanais

Queijeiros locais buscam estratégias para valorização deste produto artesanal, como a obtenção do selo de Indicação Geográfica (IG). Entidade começa com 17 produtores associados.

 

A produção de queijo de manteiga é um dos destaques da economia da região Seridó, no Rio Grande do Norte, que já é reconhecida nacionalmente pelos seus bordados. O queijo de manteiga também é apreciado em todo o país e integra um dos pilares para a região se posicionar como a segunda maior bacia leiteira do Rio Grande do Norte. Agora, os queijeiros locais buscam estratégias para valorização deste produto artesanal, como a obtenção do selo de Indicação Geográfica (IG). O primeiro passo foi dado na última semana com a criação da Associação dos Produtores de Queijo do Seridó (Amaqueijo).

A entidade começa com 17 produtores associados, cuja adesão ocorreu na assembleia de formação, que fez parte da programação do 1º Seminário sobre Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e instituições parceiras.

“Além de todo o processo que está sendo feito de certificação junto aos órgãos sanitários, esse é um passo fundamental para que os produtores possam também pleitear uma IG; é preciso que exista uma instituição representativa de um segmento específico que conduza o projeto e levar ao INPI”, destacou gerente da Agência Sebrae no Seridó Ocidental, Pedro Medeiros.

No seminário, a professora Dra. Andréia de Alcântara, coordenadora de Pesquisa e Inovação no IFSP, destacou a importância do associativismo para representar os anseios dos produtores locais junto ao reconhecimento de Indicação Geográfica. “É necessário que essa entidade coletiva seja respeitada, valorizada, não esquecendo que o ator principal de toda essa cadeia são os produtores”, disse.

O gestor de projetos do Sebrae-RN, Acácio Brito, também foi palestrante do seminário e falou sobre o Programa de Apoio ao Queijo Artesanal Potiguar para fortalecer as ações do segmento que contribui para o desenvolvimento rural do Seridó.

“Esse é um marco para a história do queijo artesanal potiguar da região do Seridó. A partir de hoje, teremos um setor mais articulado e mais forte, que vai mostrar para o Nordeste a força da produção artesanal de queijos”, celebrou Acácio Brito. Em ações recentes do Governo do Estado, Sebrae e as cooperativas de produtores locais – Capesa e Coafs – foram recuperadas 39 queijeiras, em 16 municípios, o que impulsionará mais ainda a cadeia produtiva do queijo.