Reforma administrativa depende de apoio popular, diz Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em evento com empresários, em São Paulo; ele disse nesta 2ª feira (6.nov.2023) ser preciso “conter o crescimento da despesa pública no Brasil”

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta 2ª feira (6.nov.2023) que o debate da reforma administrativa depende do apoio popular para que o governo se envolva na discussão da proposta. Segundo ele, debater a reforma poderia facilitar a apoio dos deputados a outras pautas do governo defendidas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O governo vai ter que discutir esse assunto, mais dia, menos dia com o Congresso. O apoio do governo, da sociedade, de todos os senhores que geram e que produzem, tem que focar na reforma administrativa”, disse durante o evento Macro Day 2023, promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Lira afirmou ser preciso “reduzir ou conter o crescimento da despesa pública no Brasil” e ouviu aplausos do público de empresários presentes no evento. “Vamos fazer um esforço, gente, para que esses aplausos se transformem em ação no Congresso Nacional e pressão junto ao poder Executivo, para que a gente traga esse assunto para a discussão”, afirmou.

Na semana passada, um grupo de 23 frentes parlamentares realizou evento na Câmara em defesa da reforma administrativa. Teve a participação da bancada do agronegócio, a maior da Casa, e que costuma ter peso nas votações.

“[Debater a reforma] é uma sinalização que facilitaria, não tenho dúvida nenhuma, na discussão das pautas que o ministro Haddad tem feito”, disse Lira. O governo corre contra o tempo para aprovar até o final do ano medidas que aumentem a arrecadação.

Lira tem pressionado o Executivo para discutir a reforma administrativa até o fim de 2023. Em outros 5 eventos com empresários e representantes do setor privado, o presidente da Câmara defendeu a proposta.

Ela [a reforma] depende única e exclusivamente de apoio popular e eu penso que ela tá amadurecida no seio da sociedade pela manifestação que a gente ouve aqui de quem contribui para os impostos, de quem paga os seus impostos e de quem mantém essa máquina pública pesada”, declarou.

Na Câmara, uma proposta de reforma está pronta para votação em plenário. A proposta de emenda à Constituição 32 de 2020 foi aprovada na comissão especial em setembro de 2021.

O texto foi enviado à Casa na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O governo Lula, entretanto, considera a proposta pouco popular e resiste a apoiar o texto enviado pela administração anterior.

Em setembro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve uma reunião com as ministras Simone Tebet (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão e Inovação) para revisar projetos que tratam da “modernização do Estado”, mas o debate não teve avanços no Executivo e nem no Legislativo.

Fonte: Poder360

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