Raptada pelo Hamas em ‘festa do pijama’ faz aniversário de 9 anos em cativeiro

Pequena Emily estava na casa de amiga quando terroristas do Hamas invadiram kibbutz
Pequena Emily estava na casa de amiga quando terroristas do Hamas invadiram kibbutz — Foto: Reprodução

A família da pequena Emily Hand iria celebrar, nesta sexta-feira, o aniversário de 9 anos da menina — mas, sem a presença dela, o festejo foi cancelado. A menina é uma entre os mais de 200 reféns retidos pelo Hamas desde os ataques terroristas de 7 de outubro em Israel.

De acordo com o jornal “The Sun”, Emily tinha ido para uma festa do pijama, na casa de uma amiga, na véspera do atentado. Seu pai, Tom Hand, chegou a acreditar que ela fosse uma das 1.200 vítimas que morreram naquele dia. No entanto, recebeu informações de que a filha estava sequestrada num dos túneis da Faixa da Gaza.

— Só comemoraremos quando ela chegar em casa. Depois faremos uma grande festa com presentes e balões e um bolo com todos os amigos dela convidados — disse Tom.

Em mensagem dirigida aos sequestradores, Tom afirmou que os reféns “não são soldados”. No caso da filha, é “apenas uma criança”. “Por favor, deixe-os ir [embora]”, implorou.

A família mora no kibbutz Be’eri, perto da fronteira de Gaza, onde Tom se instalou, há 30 anos, como voluntário. Na comunidade, ele se casou com Narkis e teve dois filhos — Aiden e Natali. Narkis foi morta no ataque de 7 de outubro. Já Emily é fruto do segundo casamento de Tom. A mãe dela morreu de câncer quando a menina tinha apenas 2 anos.

— Antes disso [dos ataques terroristas], Emily estava sempre sorrindo. Sua verdadeira paixão era a música. Ela amava Beyoncé e copiava seus passos de dança — lembrou Tom, em declarações reproduzidas pelo “The Sun”. — Era o paraíso no kibbutz. Você poderia deixar as crianças saírem pela manhã e não vê-las novamente até a noite, e você não teria a menor preocupação com elas.

Tom, Natali e outras centenas de pessoas que receberam ordens de Israel para deixarem a região do sul do país, em meio à guerra contra o Hamas, estão abrigados num hotel. Não há prazo para que retornem para casa.

Fonte: O Globo

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