Polícia Civil vai contratar máximo de concursados que orçamento permitir, diz delegada-geral

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte vai contratar o maior número possível de concursados no mais recente concurso da instituição. A declaração é da delegada-geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), na manhã desta quarta-feira (18), a delegada garantiu que a quantidade de contratações vai depender da disponibilidade financeira e orçamentária.

Atualmente, a polícia civil tem pouco mais de 1,1 mil agentes, escrivães e delegados na ativa. Contudo, a lei que estabeleceu o organograma da instituição prevê que sejam 5.150 policiais, com 800 escrivães, 4 mil agentes e 350 delegados. A composição desses quadros, determinados desde 2010, não será possível neste momento.

De acordo com Ana Cláudia Saraiva, o Estado está em limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que impede a ampliação nos gastos com pessoal. A contratação de novos policiais está ocorrendo somente para a recomposição de vagas deixadas por aposentadoria ou morte. Por isso, a previsão do último concurso foi de 24 vagas para escrivães, 47 delegados e 260 agentes. O número, por outro lado, será maior.

A delegada explicou que o Governo determinou uma constante avaliação e atualização sobre os quadros da instituição para que sejam chamados o maior número possível de classificados no concurso para a participação no curso de formação. Com isso, serão 400 alunos no curso, divididos em oito turmas durante três meses.

“O Governo tem como prioridade chamar o máximo de pessoas possível para a Polícia Civil. É algo que vem desde o início da gestão. Somos obrigados a cumprir o que a lei e o Tribunal de Contas estabelece e temos que fazer o planejamento de forma responsável, de modo que o estado tenha condições de pagar os policiais que contratar”, explicou a delegada-geral, alertando que a disponibilidade de recursos não permite contratações ainda maiores. “A vontade do Governo, da delegada geral, é que contratemos o máximo que pudermos, mas temos que trabalhar a luz da disponibilidade orçamentária. Não podemos correr o risco de contratar para depois não pagar. Vamos contratar o máximo que pudermos”, reforçou.

Na entrevista, a delegada Ana Cláudia Saraiva falou também sobre os locais para onde irão os novos policiais, a estrutura das delegacias e desafios da Polícia Civil.7

 

Do Tribuna do Norte