Partido de Bolsonaro acusa Sérgio Moro de corrupção

O Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusa o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) de cometer abuso de poder econômico, beneficiando-se da prática de caixa dois durante a última campanha eleitoral que o elegeu senador pelo Paraná. A legenda ainda pede a cassação do mandato de Moro.

“O que se inicia como uma imputação de arrecadação de doações eleitorais estimáveis não contabilizadas, passa pelo abuso de poder econômico e termina com a demonstração da existência de fortes indícios de corrupção eleitoral”, diz o PL na ação.

Para a legenda, o suposto abuso de poder econômico de Moro teria gerado um desequilíbrio que influenciou no resultado final. Moro obteve 1,9 milhão de votos, cerca de 33% do eleitorado e apenas 200 mil votos a mais que Paulo Martins, o candidato do PL.

O partido ainda defende que a pré-candidatura à presidência de Moro pelo Podemos teria sido um subterfúgio para burlar a legislação e o teto de gastos na disputa pelo Senado. A vaga de senador seria o objetivo principal do ex-juiz e toda a movimentação da pré-candidatura presidencial, mero teatro de aparências.

Aberto no último dia 23 de novembro, o processo movido pelo PL corria em sigilo de justiça. No entanto, uma decisão do desembargador Mário Helton Jorge, relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, retirou o sigilo em 17 de janeiro. A ação é assinada pelos advogados Guilherme Ruiz Neto, Bruno Cristaldi, Marcelo Delmanto Bouchabki e Nathália Ortega da Silva.

O PL ainda  apontou que se somados os gastos da pré-campanha de Moro à presidência aos da campanha ao Senado, o custo total giraria em torno de R$ 6,7 milhões. O teto para a campanha ao Senado é de R$ 4,4 milhões. Além disso, também foram citados contratos vinculados à campanha que seriam utilizados nas práticas denunciadas, como um contrato de R$ 1 milhão assinado com o escritório de advocacia de um suplente de Moro.

Ao Uol, Moro afirmou que as acusações do PL são falsas e absurdas, além de demonstrarem o “desespero dos perdedores”. O ex-juiz ainda não apresentou defesa no processo.

*Com informações do Uol