Parque Nacional do Itatiaia tem 300 hectares atingidos por incêndio

Nesta 5ª feira (20.mai), 25 brigadistas do Ibama e do ICMBio foram ao Parque para o trabalho de rescaldo

O incêndio do PNI (Parque Nacional do Itatiaia), que começou na 6ª feira (14.jun.2024) já atingiu uma área de 300 hectares. A estimativa anterior foi de 200 hectares atingidos, mas, segundo o gestor do parque, Felipe Mendonça.

Até então, não tínhamos os meios eficientes para medir. Não quer dizer que ampliou a área. É que agora as imagens de satélite estão mostrando que, na verdade, estamos falando de uma área afetada de 300 hectares. Mas não quer dizer que aumentaram 100 hectares de ontem para hoje. É só uma questão de medição, de uma aferição um pouco mais precisa”, disse o gestor, em entrevista à Agência Brasil.

Fizemos uma atualização com relação ao perímetro da área afetada pelo incêndio a partir de imagens de satélites do dia 19 de junho. Os 200 hectares foram estimados durante a operação, com informações de campo dos locais, sem medição, e 300 hectares é uma medição mais precisa. Essas imagens só saem a cada 5 dias, a outra era do dia 14, antes do início do incêndio”, completou.

De acordo com o gestor, nesta 5ª feira (20.jun), 25 brigadistas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) estão no local fazendo o trabalho de rescaldo, principalmente, na Parte Alta onde o fogo começou e é uma região de difícil acesso.

A área incendiada não ampliou, mas é um fogo persistente que, se a gente deixar se extinguir sozinho, pode ganhar corpo e avançar dependendo do vento”, disse.

Além disso, os brigadistas estão abrindo aceiros. Eles retiram a vegetação e cavam valas de 5 a 7 metros para o fogo não avançar naquela área. Felipe Mendonça informou que o método é aplicado como forma de prevenção para evitar que possa haver propagação de algum ponto de calor.

Essa é uma medida de prevenção para o incêndio não se alastrar e pode ser tomada antes da chegada do fogo. Nós temos vários aceiros no parque, mas quando está no combate, e o fogo passou, aí se faz uma linha de defesa, limpando a área para o fogo não passar dali. É uma proteção mesmo.”

O uso de sopradores pelos brigadistas tem sido um auxílio fundamental no combate. “Isso tem um papel muito importante, porque contribui para apagar o fogo”.

Por questão de segurança dos visitantes e das equipes envolvidas na operação de controle do incêndio, a visitação na Parte Alta do parque ainda está suspensa, mas ainda nesta 5ª feira (20.jun) haverá uma avaliação para decidir se o prazo ainda precisa ser estendido.

A região do Parque costuma registrar as temperaturas mais baixas do país. Na 4ª feira (19.jun), foi registrado mais um recorde de temperatura negativa no Brasil no ano de 2024, com -11,8°C. Conforme a gestão do PNI, o registro foi feito na estação meteorológica próxima à nascente do Rio Campo Belo.

Também nesta área está situado o Pico das Agulhas Negras, ponto mais alto do estado e o quinto mais alto do Brasil”, disse Mendonça.

Antes deste incêndio, que começou em 14 de junho, o Parque Nacional do Itatiaia já tinha sido atingido por outros.

O maior da história foi em 1963, que durou 35 dias de fogo e consumiu 4.000 hectares. Em 1988, o fogo destruiu 3.100 hectares e um servidor ficou desaparecido. Em 2001, o incêndio, provocado por 2 turistas que se perderam e fizeram uma fogueira, acabou com mais de 1.000 hectares.

A mesma área foi atingida pelo fogo em 2007 e 3 anos depois foram destruídos 1.200 hectares.

O Parque Nacional do Itatiaia, que é o 1º do Brasil, completou 87 anos justamente no dia em que começou este incêndio.

O parque protege uma parte importante da Mata Atlântica, na Serra da Mantiqueira, abrangendo o sul fluminense e sul de Minas, e recebe cerca de 150 mil visitantes por ano”, informou o gestor.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Poder360

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