O pedido de mais verba para Comunicação foi feito antes da posse do ministro potiguar Fábio Faria

O pedido de mais verba pela Secom foi feito no início de junho, antes do presidente Jair Bolsonaro reformular a área do governo e recriar o Ministério das Comunicações. O presidente tem mostrado insatisfação com a maneira com que o governo é retratado no país e no exterior. A pasta é controlada por Fábio Faria (PSD), congressista ligado ao centrão, que anunciou mudanças na condução da comunicação do governo. Em sua posse, o ministro disse que a “mídia continua a estar entre as prioridades” do governo e defendeu a liberdade de expressão. A Folha de S. Paulo teve acesso a três ofícios encaminhados pela Secom à Secretária-Geral da Presidência, à Secretaria de Governo e ao Ministério da Economia. Neles, há a justificativa para a liberação do gasto com publicidade. Procurada, a Secom não se manifestou.

De acordo com o pedido, a repercussão negativa das ações do governo está impactando a imagem do país e é necessário incentivar a “veiculação de pautas positivas” no Brasil e no exterior. A estratégia prevê a liberação da R$ 200 milhões em publicidades que terão como foco principal mídias regionais em detrimento a veículos nacionais —mais críticos às ações do governo— e quintuplicar o valor gasto em relações públicas com a mídia. “Há necessidade de coordenação e capilaridade regional, associada a situações muitos díspares em cada local. Já o trabalho internacional vai focar nos veículos influenciadores de opinião nos países-chave para o Brasil”, afirmou o secretário-adjunto Samy Liberman em um dos ofícios encaminhados no início de junho. Há ainda o pedido de liberação de R$ 60 milhões para gastar em veículos no exterior.

A pasta é controlada por Fábio Faria (PSD), congressista ligado ao centrão, que anunciou mudanças na condução da comunicação do governo. Marcos Corrêa/PR