No início do inverno, semana será de céu nublado em todo o Estado

O período do inverno inicia nesta terça-feira (21) e os céus do Rio Grande do Norte devem permanecer parcialmente nublados até o sábado (25). É o que aponta o Sistema de Monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). O Estado tem ainda possibilidades de pancadas de chuva na região Leste e Agreste nesta terça, e na Leste e Alto Oeste na quarta-feira (22). Na sexta-feira (24), Dia de São João, as chuvas devem atingir a região Leste, Agreste, Vale do Açu, Alto Oeste e Mossoró. O inverno segue até 22 de setembro.

O período chuvoso no litoral acontece principalmente nos meses de junho e julho, até meados de agosto, dependendo das condições climáticas .Já nesta segunda-feira (20), Natal amanheceu com chuvas que causaram alagamentos e trouxeram prejuízos à população. Segundo o chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, as precipitações têm relação com um fenômeno muito conhecido pelos especialistas, o La Ninã, que está ocorrendo no Oceano Pacífico. “Isso facilita a circulação dos ventos sobre o Nordeste”, diz ele. Outro motivo, para Bristot, é o aquecimento das águas superficiais do Atlântico. “Então essas condições indicam que nós teremos um inverno pelo menos normal.  As chuvas deverão ficar mais fortes na primeira semana de julho. Essa semana teremos chuvas concentradas durante a madrugada, início da manhã, mais na faixa litorânea, mas não tem chuvas de intensidades elevadas”, explica.

Já no interior do Estado, as chuvas devem diminuir, mas as pancadas continuam. “Nós ficamos uns três, quatro dias com sol porque o vento estava soprando de sul, e vento de sul não traz chuva pro Nordeste”, diz ele. “Agora não, o vento mudou a direção, está de leste e a gente tem essas chuvas voltando”. Para os meses de junho, julho, agosto e setembro os volumes mínimos de chuvas esperados no Rio Grande do Norte são de 97.6mm, 78.2mm, 32.2mm e 15.8mm, respectivamente.

Com mais dias nublados, a temperatura deve cair principalmente na região serrana do Rio Grande do Norte, em que ele estima que locais como Martins e Serra de Santana, em Lagoa Nova, devem atingir temperaturas em torno de 14° a 15° nos próximos meses. Já nas demais regiões do Estado a diminuição de temperatura não deve ser significativa.

De acordo com o meteorologista, Natal tem algumas vantagens em relação a outras capitais nordestinas, como Recife-PE. Segundo ele, o solo da cidade pernambucana armazena muita água. Quando chove, encharca e fica pesado. Já em Natal, localizada sobre as dunas, o processo é diferente. Ao cair a água, ela não é escoada imediatamente devido a impermeabilização do asfalto. “Mas você não tem áreas de inundação permanente, você tem casos isolados na Grande Natal e que podem causar esse transtorno”, diz.

Bristot recomenda alguns cuidados durante este período. “Atenção normalmente durante as madrugadas e início da manhã, principalmente na questão do trânsito que pode causar alagamentos em algumas avenidas e trazer transtornos”. Outro motivo para manter os olhos atentos são as áreas de risco, como Mãe Luiza e Passo da Pátria. “Essas áreas normalmente têm alguns transtornos maiores. Mas a Defesa Civil sempre é avisada quando tem possibilidade de ter eventos com chuvas mais intensas”, diz.

Alerta de chuvas intensas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas e outro de acumulado de chuvas para cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (20).

No alerta amarelo, de chuvas intensas com perigo potencial, o aviso vale para 72 cidades potiguares, até as 10h da terça-feira (21). Segundo o órgão, a previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, e ventos intensos de até 60 km por hora. Já o aviso de acumulado de chuvas atinge 50 cidades do Rio Grande do Norte e pode ter chuvas com volume entre 30 a 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia. Natal está no segundo grupo, com alerta de acumulado de chuvas.

Segundo o aviso, há baixo risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos de rios. Para Gilmar Bristot, o instituto adota uma metodologia diferente da adotada pela Emparn, que é mais criteriosa com os alertas emitidos. Por isso, não há motivo de preocupações para a população.