Neonazistas são presos com suásticas e facas em SP

Polícia encontrou materiais com símbolos nazistas, fardas inspiradas no exército nazista, armas brancas e armas falsas.
Polícia encontrou materiais com símbolos nazistas, fardas inspiradas no exército nazista, armas brancas e armas falsas. — Foto: Polícia Civil do Rio Grande do Sul

Uma operação deflagrada pelo Departamento de Homicídios de São Paulo (DHPP) e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu dois mandados de busca e apreensão em uma célula neonazista na capital paulista nesta terça-feira (15). Entre os itens apreendidos durante a busca estavam facas, suásticas, um coturno, cartazes com mensagens racistas e livros sobre nazismo.

Os mandados foram cumpridos em São Paulo e em Ribeirão Pires. Além dos objetos voltados à disseminação de discurso de ódio e atos violentos, também foram apreendidos computadores, celulares e dois pés de maconha. O objetivo da Operação Accelerare III é desarticular células extremistas com viés neonazista e neofascista. Procurada pelo GLOBO, a Secretária de Segurança de São Paulo não confirmou os nomes dos presos.

Ontem (14) sete pessoas foram presas por apologia ao nazismo e associação criminosa no Rio Grande do Sul. Foram encontrados materiais com símbolos nazistas, fardas inspiradas no exército nazista, armas brancas e armas falsas. Os presos têm entre 19 e 38 anos.

Cerca de 100 policiais civis participaram da ação, que é resultado de sete meses de investigação. As outras fases da Operação Accelerare resultaram em prisões de suspeitos e apreensões para a coleta de dados, o que permitiu a identificação de células neonazistas extremistas, separatistas e racistas, os integrantes dos grupos e as lideranças.

Em julho deste ano, foram investigados 14 jovens acusados de crimes de intolerância racial. A operação ocorreu em 11 cidades de quatro estados diferentes: Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Na ocasião, uma mulher foi presa por atirar contra policiais civis. No local, os agentes apreenderam duas armas de fogo, munições e parafernália nazista. Segundo o delegado responsável pela operação, ela é esposa de um dos investigados.

Fonte: O Globo

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