“Minha filha era uma menina maravilhosa, apenas se envolveu com a pessoa errada”, diz mãe de Zaira

No dia em que o principal acusado pela morte da universitária Zaira Cruz Dantas, o policial militar Pedro Inácio de Maria foi preso em Currais Novos, a mãe da vítima, Ozanete Dantas teve um misto de sentimentos. “Estou com o coração aliviado, porém muito triste, porque sei que minha filha não vem mais”.

Em entrevista ao Sistema Rural de Comunicação, fez questão de reconhecer o esforço da Polícia na elucidação da morte de sua filha, ocorrida no dia 02 de março em Caicó. “Quero agradecer demais a Polícia, em especial ao delegado Dr. Leonardo Germano que se empenhou a fundo no caso”.

Para Ozanete o único defeito de Zaira foi ter se envolvido com a pessoa errada, e procurou na entrevista desmentir muitas informações divulgadas, principalmente nas redes sociais, sobre a suposta conduta de sua filha no dia do crime. “Minha filha não estava bêbada, não usava drogas, era doadora de sangue, que minha filha brincava como todo adolescente normal, apenas se envolveu com a pessoa errada. Como mãe, só tenho a agradecer a todos que se empenharam e dizer que a Justiça está sendo feita. Que ele pague pelo fez e quando deitar a cabeça no travesseiro, que ele pense nas noites que passei sem dormir”.

Ao final da entrevista, Ozanete descreveu em poucas palavras quem era Zaira Cruz, sua filha mais nova, que dentre tantas virtudes, amava e cuidava dos animais.

A Zaira era uma menina maravilhosa, por onde passou só deixava alegria, paz, tranquilidade, amava as crianças, os animais, ela lutava por eles, e um fato interessante é que no dia que ela morreu o cachorrinho dela faleceu também. Zaira tinha o coração enorme, era muito religiosa, amava a Igreja, era uma boa aluna, estudava até tarde. Minha filha é muito especial, e agora mais ainda porque sei que ela está nos braços do Pai. Fiz de tudo por ela, faria novamente”, finalizou.

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