Milei eleito: Quem é Fátima Florez, namorada do ultradireitista argentino que fez sucesso imitando Cristina Kirchner; veja fotos

Imitações de Fátima Flórez nas redes sociais
Imitações de Fátima Flórez nas redes sociais — Foto: Reprodução

Quando Javier Milei era apenas um economista que trabalhava para grandes grupos econômicos argentinos e assessorava alguns políticas, a humorista Fátima Florez virou celebridade nacional com sua imitação da então presidente Cristina Kirchner (2007-2015), considerada pelo agora presidente eleito uma das principais representantes do que ele chama — e promete combater — de “casta política”.

O que Milei jamais poderia imaginar é que, em plena campanha na qual prometeu banir o kirchnerismo da política argentina, começaria a namorar a falsa Cristina, que fez sucesso na TV local e hoje faz parte do show que Fátima apresenta até mesmo em teatros e hotéis de luxo do Uruguai e EUA. Também são parte do leque de personagens da humorista Madonna, Shakira, Tina Turner e até mesmo Evita Perón.

O personagem de Cristina ganhou amplo espaço no programa de TV Periodismo para Todos (jornalismo para todos, em tradução livre), do Canal 13, durante muitos anos apresentado pelo veterano Jorge Lanata, um dos mais fortes críticos do kirchnerismo durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner.

Fátima criou uma imitação de Cristina caricaturada. A voz, os gestos, o cabelo cumprido e um tom arrogante e antipático são elementos centrais da falsa Cristina, que em meados deste ano iniciou um romance com o presidente eleito do país.

O casal se conheceu no programa de TV apresentado pela também veterana Mirtha Legrand — que continua trabalhando aos 96 anos. O formato do programa é um jantar, e os dois foram convidados a se sentar um ao lado do outro. A atriz e humorista fez várias brincadeiras com o então candidato, e, segundo contaram meses depois, a partir dali ambos mantiveram contato por meio das redes sociais.

O romance foi mantido em segredo durante um tempo, entre outros motivos, porque Fátima se separou este ano, depois de mais de 20 anos de casamento. Durante a campanha, Milei, que nunca foi casado, evitou falar em ex-namoradas. O candidato mostrou-se sempre ao lado de sua irmã, Karina, e chegou a dizer que ela seria primeira-dama em caso de vitória.

Fátima entrou em cena oficialmente em setembro, faltando pouco mais de um mês para o primeiro turno, em 22 de outubro. A atriz participou de alguns atos políticos, programas de TV — entre eles um jantar a sós entre o casal e Legrand, que os apresentou — e, para surpresa de muitos, esteve ao lado de Milei no discurso de vitória.

— Estou feliz, mobilizada, foi um dia de muitas emoções. Um dia histórico, realmente, não sei como explicar. Votei com o coração, e depois ver esta surpresa, este triunfo tão amplo é muito intenso — declarou a namorada do presidente eleito, que esclareceu em várias entrevistas que não pretende exercer o papel de primeira-dama.

Fátima não convive com Milei e, a princípio, não se mudará para a residência presidencial de Olivos. A atriz, comentou o próprio líder do partido A Liberdade Avança, continuará com sua vida de artista, apresentando o espetáculo Fátima Internacional, dentro e fora da Argentina.

— Sempre fiz trabalho social e é algo que faz bem à minha alma. Vou continuar fazendo porque adoro, e porque é um prazer para mim fazer coisas pelo outros — afirmou a atriz, que já tem um espetáculo pronto para apresentar, como todos os anos, nos meses de verão no balneário de Mar del Plata.

Fátima nunca foi uma figura política, mas, desde que confirmou seu romance com Milei, fez campanha pelo candidato e adotou em vários vídeos divulgados em seu perfil no Instagram, onde tem mais de 1 milhão de seguidores, o grito de guerra do namorado: Viva a liberdade, caralho!

Nas últimas semanas, especulou-se sobre tensões entre a atriz e a irmã de Milei e chefe de campanha do presidente eleito, Karina. Os boatos foram negados pela atriz, que disse considerar Karina, principal assessora de Milei, “uma mulher profundamente inteligente”.

Colaboradores do líder da direita radical argentina admitiram em conversas informais que o poder de Karina é onipresente e onipotente, e que a chegada de Fátima ao círculo íntimo do presidente eleito criou um ambiente de ciúmes e concorrência entre as duas mulheres que passam mais tempo com Milei.

Fonte: O Globo

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