Mês de dezembro vai ser quente, com El Niño no máximo

Rio quase 40 graus: cariocas e turistas lotaram as praias da cidade em dia de forte onda de calor em novembro -  (crédito:  Tomaz Silva/Agência Brasil)
Rio quase 40 graus: cariocas e turistas lotaram as praias da cidade em dia de forte onda de calor em novembro - (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O segundo semestre de 2023 foi caracterizado pelas altas temperaturas e marcações históricas em todo o território brasileiro. Segundo a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Marília Nascimento, o país está vivendo um resultado de aquecimento das águas do oceano combinado com a alta temperatura na atmosfera. “Essa combinação de fatores tem provocado esses recordes de temperatura.”

Nesse cenário pós-onda de calor, dezembro chega com altas temperaturas em grande parte do Centro-Norte do Brasil e chuvas abaixo da média histórica em parte das regiões Norte e Nordeste. No Sul, é esperado um cenário de chuvas acima da média histórica. Já no Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é de chuvas abaixo da climatologia. Porém, a previsão não isenta que focos de calor se mostrem presentes. “É possível, sim, que tenhamos ainda ondas de calor até o fim do ano”, afirma.

O clima atípico para a época de 2023 é explicado pela combinação de diversos fatores internos e externos. A pesquisadora explica que, “além do El Niño, que se trata do aquecimento das águas no Pacífico Equatorial e que tem efeitos na precipitação e temperatura sobre o Brasil e o mundo, temos enfrentado nos últimos meses um aumento na atmosfera como um todo e isso se dá pelo aumento da emissão dos gases de efeito estufa”. Esses dois fatores combinados, aponta, “provocam um aumento nas temperaturas, como pode ser sentido com os recordes de calor que estamos enfrentando”.

Futuramente, diante de todas as mudanças climáticas vividas nos últimos meses, segundo as informações apresentadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, os extremos climáticos ficarão cada vez mais frequentes e mais intensos. “(O país terá) Áreas enfrentando secas, e outras enfrentando chuvas intensas, bem como fortes extremos de temperatura.”

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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Fonte: Correio Braziliense

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