Luiza Trajano defende união contra pandemia e a fome

Em live feita pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, a empresária Luiza Trajano, maior acionista e presidente do conselho da Magazine Luiza, defendeu que o País deixe de lado as brigas e se una no combate à pandemia do coronavírus.

Numa conversa transmitida pelo Instagram do ex-ministro, ambos combinaram que “não falariam de política” para priorizar o debate sobre como ajudar nas ações de Saúde e também para minimizar a desigualdade social ampliada pelos problemas na economia.

Mas, apesar da promessa, as mensagens políticas da empresária foram claras. Ao explicar porque não assinou o manifesto dos presidenciáveis em defesa da democracia, Luiza disse que ninguém lhe pediu que apoiasse o documento e afirmou que nem poderia ser chamada para isso por não ser presidenciável. Nos últimos meses, o nome da empresária tem sido citado como uma opção de candidatura ou de vice-presidente vinda de fora da política para 2022. “Disseram que a Luiza não quis assinar. Primeiro, eu não tinha de assinar nada. Segundo, nem me convidaram para assinar porque eu não sou presidenciável”, afirmou, ao ser questionada sobre o assunto por Mandetta, um dos signatários do documento ao lado dos governadores João Doria e Eduardo Leite, de Ciro Gomes, João Amoêdo, e do apresentador Luciano Huck.
 
Mandetta ainda insistiu na possibilidade: “Mas pode ser, gente.. “. “Não, não, não”, disse Luiza. “Não é hoje. Mas não tem porta fechada nisso”, reforçou o ex-ministro. Na conversa, a empresária e o ex-ministro reconheceram que para superar as dificuldades provocadas pela pandemia será importante deixar as brigas de lado. “Nesse momento, temos de nos unir. Temos de deixar o ódio de lado, a raiva. O diagnóstico, fulano não fez, porque ele não fez, onde já se viu ele não fazer. Já foi, gente. É daqui para a frente. É para já”, defendeu Luíza.
 
Uma ideia proposta pela empresária e apoiada por Mandetta é transformar Saúde e Educação em políticas de Estado. A inspiração vem da autonomia do Banco Central, que fez com que a atuação do órgão se descolasse do governo da vez. Para Luiza, isso garantiria às duas áreas uma espécie de blindagem política e garantindo sempre uma gestão técnica.
 
“Eu defendo que a Saúde e a Educação sejam um órgão do Estado e não um órgão político. Porque aí tem de ter plano de carreira, tem de ter tudo direitinho. Mas quem manda é o Estado”, disse. “Tem sido feito muito uso político. Acho que Saúde e Educação talvez tivessem que ser dois setores que precisassem de um comitê técnico permanente”, afirmou Mandetta.