Luiza Brunet pede R$ 1 milhão de indenização de ex-marido por agressão

Como ficou o rosto da atriz Luiza Brunet após o então companheiro agredí-la
Como ficou o rosto da atriz Luiza Brunet após o então companheiro agredí-la — Foto: Reprodução e Divulgação

A modelo e empresária Luiza Brunet, de 61 anos, iniciou em outubro um processo na Justiça de São Paulo no qual pede R$ 1 milhão em indenização por dano moral e patrimonial ao ex-marido, o empresário Lírio Parisotto. O fundador da petroquímica Innova, antiga Videolar, foi acusado, em maio de 2016, de agredir fisicamente Brunet durante uma viagem romântica dos dois a Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, Luiza recebeu um soco do ex-companheiro no olho esquerdo e relata ter sido chutada várias vezes. Além das lesões na face, ela afirmou ter tido quatro costelas quebradas.

A petição foi protocolada no último dia 26. O caso tramita na 36ª Vara Cível do estado, com a juíza Thania Pereira Teixeira De Carvalho Cardin. A última movimentação no processo ocorreu no dia 10 de novembro. A modelo argumenta que, “além da humilhação, dor e sofrimento”, teve a sua carreira prejudicada em consequência da agressão. Luiza afirmou à Justiça que sofreu prejuízos profissionais por conta da agressão, uma vez que passou a ser conhecida como uma “mulher que apanhou de homem”. A informação foi noticiada pelo Uol e confirmada pelo GLOBO.

O episódio aconteceu às vésperas do aniversário de 54 anos da atriz. O casal estava junto desde 2012, quando se assumiram publicamente. Em entrevista ao GLOBO, em 2019, ela contou que as agressões começaram a partir do segundo ano de convivência, tanto física como verbalmente. Ao todo, o relacionamento durou cinco anos, mas Brunet revelou que amava o companheiro e acreditava quando Lírio Parisotto dizia que iria parar de agredi-la.

O empresário foi condenado em primeira instância por agressão, em junho de 2017. Quase dois anos depois, em fevereiro de 2019, a decisão foi mantida durante um novo julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Parisotto foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Apesar disso, foi condenado apenas a prestar serviços comunitários e a pagar cestas básicas.

Em dezembro de 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu por unanimidade recurso interporto pela ex-modelo e entendeu que o TJ-SP, onde o caso já foi indeferido outras duas vezes, não esclareceu pontos importantes da possível união estável entre o casal. A atriz afirma que este era o status dos dois à época em que foi agredida pelo empresário. Com isso, a ação deverá ser novamente analisada pelo tribunal paulista.

Da última vez em que o caso esteve na Justiça paulista, os argumentos da defesa do bilionário foram acolhidos e ficou entendido que o então casal tinha apenas um “namoro tormentoso”, como alegam os advogados de Parisotto.

Apesar disso, de acordo com a 3ª turma do STJ, o TJ-SP não esclareceu pontos importantes da controvérsia sobre a união estável entre o casal. O relator do caso, ministro Moura Ribeiro, destacou que o tribunal não se pronunciou sobre os registros de estadias em hotéis, além de não detalhar se houve convivência sob o mesmo teto e por qual razão pela os argumentos de Luiza Brunet não foram acolhidos.

Como revelou a coluna do jornalista Ancelmo Gois, Luiza teve de recorrer a um acordo para encerrar uma cobrança de R$ 646 mil, feita pelo Banco Bradesco, por ocasião de uma dívida sobre o cartão de crédito em seu nome. O processo de cobrança ainda tramita na Justiça do Rio desde junho, mas a empresária acertou o pagamento da pendência após negociar um valioso desconto, informou seu advogado.

Nesta terça-feira, a modelo utilizou as redes sociais para se manifestar sobre sua dívida de R$646 mil no cartão de crédito, a qual ela teria negociado com o banco.

“Durante todos esses anos mantive relacionamento comercial com o Bradesco. Sempre cumpri com minhas obrigações. Por isso me causou surpresa essa notícia divulgada para atender os interesses espúrios de uma pessoa que não se conforma com a mudança da minha vida”.

“Não vou falar aqui do absurdo que é o Banco Bradesco descumprir o direito que todos os correntistas têm ao sigilo bancário. De uma forma ilegal o que a instituição financeira fez foi mostrar que sou uma pessoa comum. Que tenho momentos bons e outros não tão bons”.

“Quero falar sobre resiliência. Porque mesmo em momentos difíceis me levantei e segui meu propósito de vida. Segui ajudando as pessoas como posso, sem me importar com os meus problemas. Quero falar sobre os juros imorais que são cobrados diariamente de milhões de cidadãos”.

“Alguns, infelizmente, não têm a oportunidade que tive de discutir e pagar o valor correto. Essa situação pela qual milhões passam diariamente, destrói famílias, acaba com vidas, fecha empresas, extermina sonhos. Muitas pessoas não sabem, mas há hoje leis que protegem elas desses abusos diários”

“Aquelas que se encontram na situação que eu vivi, mas que não têm o auxílio de advogado, precisam procurar as defensorias públicas, a Ordem dos Advogados do Brasil, para que tenham a possibilidade de, como eu, resolverem a situação dentro do que a lei manda”, ainda recomendou.

“Não tenho vergonha de nada, pois não devo nada ao Bradesco, paguei minha dívida há mais de quatro meses e sigo minha vida sem prejudicar ninguém. Aqueles que buscaram essa história, para tentar atingir minha imagem é que têm que se envergonhar do que fizeram”, finalizou.

Fonte: O Globo

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