Justiça recebe queixa-crime contra homem que ameaçou Zanin

Fotografia colorida de Cristiano Zanin.
Luiz Carlos Basseto Júnior ameaçou o ministro dizendo que ele deveria “tomar um pau de todo mundo que está andando na rua”

A 6ª Vara Criminal de Brasília aceitou a queixa-crime apresentada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin contra o empresário Luiz Carlos Basseto Júnior. A petição se refere ao episódio ocorrido em 11 de janeiro, quando o empresário hostilizou o magistrado em um banheiro do aeroporto de Brasília. 

A queixa foi recebida na 6ª feira (17.nov.2023). Houve uma tentativa de realização de audiência entre Basetto Júnior e Zanin. O empresário, porém, não compareceu.

A conciliação findou por inviabilizar-se, uma vez que todas as tentativas de intimação do querelado (Basseto Júnior) para comparecimento à audiência restaram frustradas, numa clara demonstração de que este se oculta para não ser intimado“, afirma o juiz Nelson Ferreira Júnior na decisão do Tribunal de Justiça do DF. Eis a íntegra do documento. (PDF – 242 kB).

A defesa do empresário tem 10 dias para recorrer à decisão. O Poder360 não conseguiu localizá-la até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

No processo, protocolado em 2 de fevereiro, o ministro pede uma indenização de R$ 150 mil a Basseto Júnior e solicita que um agente da Polícia Federal testemunhe sobre o caso. O documento foi assinado pelo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti. 

O ministro foi chamado de “bandido”, “safado” e “vagabundo” por Basseto Júnior. O homem também disse que o ministro tinha que “tomar um pau de todo mundo que está andando na rua”.

Assista (1min20s):

 

A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) indiciou Basseto Júnior, em 26 de janeiro, por injúria. Zanin declarou que as agressões tiveram motivação política, acrescentando que o caso se deu 3 dias depois dos atos extremistas do 8 de Janeiro. 

No vídeo, o empresário diz: “Não tá no aviãozinho do seu chefe não, ô safado?” e “Pior advogado que possa existir na vida”, em alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro foi advogado pessoal do petista nos processos da Operação Lava Jato.

Fonte: Poder360

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