Israel afirma que matou cinco combatentes do Hamas em nova ofensiva na Cisjordânia ocupada

Veículos militares israelenses passam por uma estrada durante um ataque no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada
Veículos militares israelenses passam por uma estrada durante um ataque no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada — Foto: FADEL SENNA / AFP

O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira que matou pelo menos “cinco terroristas” em Jenin, reduto dos grupos armados palestinos na Cisjordânia ocupada. O Hamas, por sua vez, admitiu que vários de seus combatentes foram mortos em um ataque noturno.

As forças israelenses realizaram uma operação durante a noite de quinta para sexta-feira em um campo de refugiados em Jenin, cidade no norte da Cisjordânia há muito considerada um centro de atividades de grupos rebeldes.

“Uma célula terrorista armada que disparou contra as forças de segurança israelenses foi atingida por uma aeronave [militar]”, informou um comunicado do exército. “Os terroristas que dispararam e lançaram dispositivos explosivos contra as forças de segurança foram neutralizados. No total, pelo menos cinco terroristas foram mortos”.

Os militares disseram ainda que “terroristas e homens armados fugiram da área em veículos e ambulâncias em direção à área do Hospital Ibn Sina em Jenin para se esconderem lá”, e que um veículo foi parado na entrada do hospital.

O governo israelense divulgou imagens que parecem mostrar armas sendo retiradas de um veículo do lado de fora de um hospital. Israel afirma constantemente que os combatentes do Hamas na Faixa de Gaza estão usando hospitais como base para seus ataques, uma acusação que o grupo islâmico nega rotineiramente.

O Hamas disse que três de seus combatentes foram mortos em Jenin. O Ministério da Saúde palestino em Ramallah também disse que três pessoas foram mortas no ataque a Jenin e 15 ficaram feridas, quatro em estado crítico.

Os jornalistas da AFP viram um cortejo fúnebre para três pessoas na manhã desta sexta-feira, acompanhado por dezenas de pessoas em luto, bem como combatentes atirando para o alto.

Desde a ofensiva do Hamas, em 7 de outubro, que matou 1.200 pessoas — a maioria civis — e fez cerca de 240 reféns, segundo Israel, o Exército israelense bombardeia diariamente a Faixa de Gaza e mantém um cerco quase total ao território palestino. Também intensificou as incursões na Cisjordânia, em particular na área de Jenin e seu campo de refugiados.

O ataque foi a terceira grande ofensiva israelense em Jenin em poucas semanas. Uma incursão na semana passada resultou em 14 mortes de palestinos — de acordo com o Ministério da Saúde — no ataque mais mortal na Cisjordânia desde pelo menos 2005, de acordo com dados das Nações Unidas.

Há quase seis semanas, o Hamas lançou uma ofensiva contra o sul de Israel por terra, céu e mar, matando 1.200 pessoas — a maioria civis — e fez cerca de 240 reféns, de acordo com Israel.

Em retaliação aos ataques de 7 de outubro, Israel bombardeia diariamente a Faixa de Gaza e mantém um cerco quase total ao território palestino. Também intensificou as incursões na Cisjordânia, em particular na área de Jenin e seu campo de refugiados. Ao menos 11.500 pessoas foram mortas, a maioria civis.

Fonte: O Globo

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