Igreja Ortodoxa repudia uso dos seus símbolos pelo falso padre Kelmon

Auto-intitulado padre, Kelmon Luis da Silva Souza (PTB), de 45 anos, não tem vínculo com a Igreja Ortodoxa. Ele passou a disputar a Presidência da República pelo PTB no lugar de Roberto Jefferson, impedido pela Justiça Eleitoral por ser ficha-suja.

Kelmon ganhou notoriedade ao participar do debate presidencial realizado pelo SBT no sábado (24) e dizer, explicitamente, que é linha auxiliar de Bolsonaro.

De acordo com uma nota, publicada no dia 14 de setembro, por Dom Tito Paulo George Hanna, arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil, Kelmon não é membro da Igreja Ortodoxa.

“Chegou ao nosso conhecimento que muitos cidadãos têm questionado membros da nossa igreja a respeito de um candidato à Presidência da República pelo PTB que se auto-apresenta como Padre Kelmon, utilizando insígnias de nossa tradição, sobre a veracidade de seu vínculo à nossa Igreja”, começa o texto da Igreja Ortodoxa.

“Diante disso, esclarecemos que, em pleno respeito, mas também gozando da mesma liberdade de pensamento, consciência e religião prevista no 18º artigo da Declaração dos Direitos Humanos e no artigo 5º da Constituição Federal do Brasil, o referido candidato não é membro de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil em nenhuma de suas paróquias, comunidades, missões ou obras sociais”, diz o documento.

Kelmon se apresenta como sacerdote da Igreja Ortodoxa no Brasil, aparecendo em peças de campanha com vestimentas tradicionais da igreja. Ainda segundo o documento, o “padre” nunca foi seminarista ou membro do clero da Igreja em nenhum dos três graus da ordem, quer no Brasil ou em outro país.

Seu candidato a vice-presidente na chapa de Kelmon é o Pastor Gamonal, de 50 anos. Nascido no Rio de Janeiro, ele ocupa temporariamente a presidência do Movimento Cristão Conservador (MCC) da sigla partidária.

Do Hora do Povo