Greve dos Correios atrasa entrega de encomendas no RN

Os trabalhadores ligados à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) no Rio Grande do Norte decidiram acompanhar a deliberação nacional e vão continuar com a greve da categoria, iniciada no dia 17 de agosto, em vários Estados do País. Os servidores irão aguardar o julgamento do Dissídio Coletivo da categoria, com data marcada para o próximo dia 21 de setembro. No RN, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares do RN (Sintect/RN) estima que a adesão da greve seja de aproximadamente 60%.

“Estamos na quinta semana de luta de greve nacional, mas está claro que eles querem privatizar os Correios. O problema é que eles querem começar a privatizar a partir de agora, porque se não assinarem esse acordo coletivo e tirarem nossos direitos todos, é o princípio para a privatização”, disse o presidente do Sintect, José Edilson Silva.
 
No Estado, a paralisação começou no dia 18 de agosto com a suspensão de vários serviços. A categoria, além  de ser contra a privatização, reivindica a revogação de cláusulas previstas em um acordo coletivo firmado em 2019, com prazo de validade até 2021. Essas cláusulas, segundo os trabalhadores, retiram uma série de direitos como adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade, auxílio creche, indenização de morte, horas extras, entre outras.
 
Na sexta-feira (11), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) promoveu uma audiência de conciliação por videoconferência com os Correios e com os representantes dos funcionários, mas não houve acordo.
 
“O TST apresentou uma proposta, com duas retiradas de direitos, e mesmo assim a empresa negou, mesmo a gente concordando com essas retiradas. Essas mudanças não mudariam economicamente o trabalhador, além da gente não ter aumento, ainda acatamos algumas retiradas, mas a empresa não aceitou”, comentou a diretora de Comunicação do Sintect/RN, Esiêdla Andrade. Os filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) também deliberaram que haverá manifestações nacionais no dia 17, quando a greve completará um mês.
 
Da Tribuna do Norte