Governo Federal lança campanha de valorização da vida

Se liga, dê um like na vida! Com essa frase o Governo do Brasil chama os jovens a conversar mais e compartilhar momentos da vida com a família e os amigos. Isso, para nos provocar a pensar sobre os sintomas da depressão e buscar ajuda o quanto antes. A depressão é um problema grave de saúde que vem crescendo no mundo e no Brasil, especialmente entre adolescentes e jovens. Entre 2015 e 2018, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou aumento de 52% de atendimentos ambulatoriais e internações relacionadas à depressão, passando de quase oitenta mil para mais de cento e vinte e um mil procedimentos. A depressão é um transtorno mental marcado pela tristeza constante e pela perda de interesse em atividades que eram prazerosas. A falta de tratamento pode agravar o problema e o tratamento se torna mais difícil porque parte da população não leva esse assunto a sério, como explica o ministro da Saúde, Luiza Henrique Mandetta. 

“A depressão às vezes ela é vista como uma frescura ‘Ah isso aí é porque não quer estudar’, ‘Isso aí é porque brigou com o namorado’. As pessoas diminuem a importância, eventualmente de um drama para um adolescente, que em tempos de internet esse drama ele é super amplificado. O bullying, na minha geração, você tinha que se defender de 5, de 10. Hoje o bullying cibernético, de uma hora para outra, você vira meme e vira para milhões de pessoas. Então os pais, a família, os amigos, a escola, a rede e a sociedade devem estar sempre muito atentos a esses sinais para auxiliar esses jovens”.

Pessoas com depressão e outros transtornos mentais podem receber tratamento completo no SUS, conforme a necessidade de cada caso. Entre os serviços estão as 43 mil Unidades de Saúde da Família (USF), na Atenção Primária, que atendem 63% da população. Além disso, estão disponíveis mais de dois mil e quinhentos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem acolhimento à pessoa em sofrimento e seus familiares.