Fuga de Mossoró: Ministério da Justiça aponta falhas de segurança e não vê indícios de corrupção

Policiais fazem barreira em Baraúna (RN), cidade onde detentos do presídio de Mossoró se refugiaram após fuga no último dia 14
Policiais fazem barreira em Baraúna (RN), cidade onde detentos do presídio de Mossoró se refugiaram após fuga no último dia 14 — Foto: Reprodução/TV Globo

A Corregedoria-Geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) apontou que houve falhas nos procedimentos de segurança que levaram à fuga de dois detentos do presídio federal de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte. O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça, no entanto, concluiu que não identificou indícios de corrupção por parte de algum funcionário.

Em função dos erros no cumprimento dos protocolos, a corregedoria abriu procedimentos administrativos disciplinares (PADs) contra dez servidores. Outros 17 irão assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual eles se comprometem a não cometer as mesmas infrações e deverão passar por um curso de reciclagem.

As informações constam de um relatório elaborado pela corregedora-geral da Senappen, Marlene Rosa. Ela determinou a abertura de uma nova Investigação Preliminar Sumária (IPS) para apurar se problemas estruturais do presídio contribuíram para a evasão inédita no sistema penitenciário federal.

Ligados ao Comando Vermelho, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça escaparam da penitenciária de Mossoró em 14 de fevereiro e estão foragidos desde então.

Entre as falhas nos procedimentos de segurança apontadas pela corregedoria, estão a falta de revistas diárias no local onde os dois presos estavam encarcerados. Esse procedimento poderia ter detectado, por exemplo, que os presos estavam fazendo escavações nas celas. Eles acharam vergalhões na estrutura das paredes e, com esse objeto, abriram uma passagem por meio da luminária.

Na última sexta-feira, o Ministério da Justiça desmobilizou a Força Nacional na operação de busca aos dois fugitivos. A participação do Comando de Operações Táticas da PF, o COT, também foi encerrada. A pasta focará agora em ações de inteligência para tentar recapturar a dupla.

Investigações da PF apontam que eles estão recebendo ajuda de pessoas recrutadas pelo crime organizado local.

Fonte: O Globo

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