Fiscalização e reforma da Previdência ganha foco dos deputados estaduais

A Reforma da Previdência estadual, cujo prazo irá se encerrar no dia 31 deste mês entra em foco na Assembleia Legislativa. Os deputados estaduais ainda criticaram a realização de contratos firmados pelo Governo Fátima Bezerra e lamentaram o falecimento de mais um profissional da saúde no Rio Grande do Norte. O deputado Gustavo Carvalho (PSDB) falou sobre uma dispensa de licitação por parte do Governo do Estado, publicada no dia 1º de julho. “Em tempos de pandemia, foi publicada, no Diário Oficial do Estado de 1º de julho, uma dispensa de licitação no valor de mais de R$ 8,5 milhões, na contratação de seis ambulâncias tipo UTI, a fim de transportar pacientes com a Covid-19. Isso é muito grave. Eu tenho procurado me conter, mas nós não podemos jogar fora nossas atribuições de fiscalização”, disse Gustavo Carvalho.

A deputada Eudiane Macedo (Republicanos) aproveitou a oportunidade para explicar sua ausência na Jornada em Defesa dos Idosos, promovida pela Casa Legislativa, que aconteceu na segunda-feira (6). “Infelizmente eu não pude participar porque recebi o convite apenas 40 minutos antes, pelo WhatsApp, enquanto eu estava em outro evento. Como eu faço parte da Frente Parlamentar em Defesa dos Idosos, eu não poderia deixar de me justificar. Mas todos sabem o quanto meu mandato apoia a luta pelos direitos da nossa população idosa”.

Voltando ao debate sobre a Reforma da Previdência, George Soares (PL) utilizou seu tempo para esclarecer informações a respeito dos trabalhos da Comissão Especial da Casa que tratou do tema. “Eu, enquanto presidente da Comissão da Previdência, quero dizer que nós cumprimos todos os protocolos e prazos legais. Tudo foi divulgado, nada foi escondido. E o nosso relator, Raimundo Fernandes, após ouvir seus assessores, consultores e a equipe econômica do governo, apresentou seu relatório, que foi aprovado semana passada”, informou, detalhadamente.

Finalizando o horário das lideranças, Getúlio Rêgo (DEM) criticou o Poder Executivo por ainda não ter promovido debate sobre a Reforma Previdenciária no Estado. “É visível a pressa que o governo tem para levar à discussão e votação a PEC da Previdência. E por que nós da oposição alertávamos o governo da necessidade de tomar iniciativa de encaminhar à Assembleia a proposta da reforma? Por uma questão estratégica”, disse.