Fim das coligações para vereador passará a valer nas eleições de 2020

Quando a medida foi discutida no Congresso, argumentou-se que as coligações ajudavam a eleger, no Legislativo, partidos menores, que se juntavam às legendas mais fortes para conseguir pleitear um assento que, sozinhos, dificilmente obteriam. Outro argumento é que, quando um candidato tem uma votação muito expressiva, acaba por inflar o total de votos da coligação e “puxar” outros do mesmo grupo —ou seja, pode eleger políticos de um outro partido.

Como nem sempre as coligações são formadas por simples alinhamento ideológico, uma pessoa pode votar em um candidato progressista e acabar elegendo um outro de um partido conservador, e vice-versa. A informação é Folha de S. Paulo. O que muda, com o fim das coligações, é que os partidos agora concorrem sozinhos. Em tese, o cenário fica mais complicado para legendas menores, em geral menos populares e com menos recursos para campanha, segundo a Folha de S. Paulo.

Há duas divisões na hora de distribuir as vagas disponíveis. A primeira é baseada no quociente eleitoral (divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras disponíveis) e no partidário (divisão dos votos do partido/coligação pelo quociente eleitoral).No cálculo do QP, despreza-se a fração —se o resultado da divisão for 5,8, o quociente partidário é 5. Isso significa que o partido ou coligação terá direito a 5 vagas. As cadeiras que restam são chamadas sobras, e a divisão atende a um critério um pouco mais complexo, mas ainda baseado no quociente partidário.

O que muda, com o fim das coligações, é que os partidos agora concorrem sozinhos