Fase de radicalismo é passageira e surgiu como resposta ao PT, diz líder do movimento Vem pra Rua

A base bolsonarista é radical e a eleição de Jair Bolsonaro foi uma resposta da população aos anos de governo do PT, mas a fase atual é passageira, na visão do porta-voz do movimento Vem pra Rua (VPR), o empresário Rogério Chequer, 52. “Esse extremo não vai durar para sempre”, diz ele à Folha de S. Paulo. O grupo, que faz críticas a Bolsonaro nas redes sociais, descarta apoiar no momento o impeachment do presidente e se recusa a ir às ruas durante a pandemia.

“Não acreditamos que este seja o melhor momento para discutirmos o impeachment”, afirma. Para o movimento, um dos indutores dos protestos pela derrubada de Dilma Rousseff (PT), ainda não há clareza sobre crime para embasar o afastamento do atual mandatário.O empresário, que foi candidato a governador de São Paulo pelo partido Novo (ficou em 6º lugar, com 673.102 votos), foi eleitor do presidente e não se arrepende. O movimento pregou voto contra o PT. Confira a entrevista.